Hoje, 11 de Janeiro de 2005, nasceu a Maria.

 

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A Maria, mal nasceu, assenou ao seu pessoal e desejou, para todos, um bom ano, pois já vinha atrasada.

 

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A Joana (prima) e o Tomás (irmão) ficaram deslumbrados com mais esta boneca.

 

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A Maria, olhou em volta, como num olá a todos e verificou quem a tinha sarnado durante cerca de 9 meses e tal. No meio de todos, procurou o Ventor, por acaso, o pior, que só queria brincar com o irmão, o Tomás, quando ela ainda, toda atrapalhada, tentava dormir na barriga da mãe.

 

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A mãe, protegeu-a na barriga e agora, tenta colocar a mão protectora, por cima, na esperança de que, por baixo, a mão divina de Deus nunca a esqueça!

 

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Tomás, encosta à solidão, tentando descortinar como é possível ter uma boneca tão linda que enchia tanto a barriga da mãe e, afasta-se para ponderar a sua acção, antes de olhar mais uma vez a barriga da mãe quase vazia e pedir-lhe para o acompanhar até casa, pois o pai estava ali para os levar a todos. O problema era saber o que fazer à boneca! Mas podia ir também, já que todos gostavam tanto dela!

 

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Joana também estava a ver as coisas a esfumarem-se. Afinal, o Ventor já lhe tinha prometido que nunca a esqueceria, e ela, até já lhe tinha reclamado a primazia do posto. Pois por autorrecriação, tinha entendido que, de facto, a velhice é mesmo um posto! E como o Ventor lhe tinha dito que agora tinha duas princesas em vez de uma, ela, numa jogada de antecipação, disse-lhe logo que, tinha duas princesas mas tinha de gostar mais da mais velha! Que era ela claro!

 

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 A Maria, no meio de tanta confusão, pois não entendia tanta ciumeira, abriu a boca ensonada e tentou fazer aquilo que mais queria. Dormir! Vou aproveitar para dormir, pois isto já me parece aquilo que na barriga da minha mãe já ouvia falar. Campanha eleitoral! Eu sou aquele ...

 

  

Mas fechou os olhos e pensou: o Ventor que não era para brincadeiras, continuava a fazer o flash funcionar tentando não a apanhar de olhos abertos para a máquina! Este gajo até é porreiro, mas mesmo assim apetece-me tanto dormir que só queria acordar depois de 20 de Fevereiro!

 

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A Maria continuava em estado de vigília, nem a dormir, nem acordada. mas a pensar! Depois recordou que vinha aí o seu primeiro Carnaval!

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A Joana continuava a tentar não perder pitada do que se passava à volta. Afinal a Maria, achava ela, estava a tirar-lhe o protagonismo e isso não lhe agradava!

 

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A Maria, num sorriso matreiro, com um pedacinho da língua de fora, achou piada à consfusão e pensou que, de facto, este mundo deveria ser muito complicado!

 

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A Maria sabia que as pessoas andavam sempre preocupadas com o tempo e ela já vinha treinada nisso, pois a sua mãe estava sempre preocupada quando todos os dias, de manhã e à noite, tinha de se meter numa espécie de inferno a que chamam 2ª Circular. Seria assim que se chamava? O melhor era, em vez de dormir, continuar a pensar!

 

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A Joana essa, tinha um fito. Seria possível ficar com aquela boneca? Afinal até tinha tantas que até já falavam e tudo!

 

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 Mas ela é linda, achava a Joana.

 

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 Mas eu quero-lhe pegar. Será que o Ventor, se eu lhe pedisse de mansinho, me deixava?

  

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A Maria, que não percebe nada disto, ou quase, pois ainda não sabe que dedo se usa, levantou o dedo mendinho a julgar que era mais democrático do que o dedo indicador que mais lhe parece servir apenas para um tipo chamado tio Sam ... que com um olhar profundo e atemorizador, gritava: «I need you»!

 

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E assim, atormentada por tanto pensamento, sem nexo, julgou que, realmente, o melhor que arranjaria neste mundo, era um belo sono. Dormir!

 

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Depois de saber que estaria protegida pelo Ventor e pelas flores, entrou num sono profundo e ficou descansada, adormecendo para depois sim, ao acordar, dizer olá pessoal! Mas nessa ocasião, refeita de um repousante descanso depois de um primeiro dia medonho, apenas dirá: «olá, mamã»!

Sagres, a beleza dos mares que enfeita o rio Tejo para alegrar o Ventor, nas suas caminhadas

publicado por Ventor às 23:03