Um dia, vindo de Lisboa, escaldado da broca da minha dentista, deu-me para ir procurar os meus amigos esquilos ali em Monsanto, fazendo um desvio, em vez de regressar a casa e chatear o Quico com a minha dor de dentes. A nossa dona estava em Sesimbra com a Joana e a avó. Encostei o carro, e fui atascar à tasca do lado.

 

Mal entrei no recinto da tasca, uma esplanada, à porta, debaixo de uns pinheiros, ouvia, nos pinheiros, o cantar estridente das cigarras. O empregado vê-me de máquina na mão a perscrutar o pinheiro, em cima, mas nada. Entrei, bebi um refrigerante, recebendo logo ali, uma lição sobre dor de dentes e bebidas frias, bebidas quentes ... Conversei, paguei, a bebida, não a conversa, e disse: "agora é que eu vou apanhar uma"! «Ninguém as vê, diz ele». Assim foi. Cá está ela!

 

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Uma cantora dos átrios, em Monsanto. Agora que as cigarras estão de regresso ao seu mundo mudo, já estou a ficar com saudades dessas minhas cantadeiras

Sagres, a beleza dos mares que enfeita o rio Tejo para alegrar o Ventor, nas suas caminhadas

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publicado por Ventor às 18:21