Hoje fui dar um passeio, uma boa caminhada, com o meu amigo Outono.

 

Deu-me para acompanhar o Outono, na sua caminhada e conviver com ele. Fui a S. Pedro de Sintra aos travesseiros e resolvemos  dar as mãos e caminhar juntos.

 

 

Um local em S. Pedro de Sintra

 

 

Uma lagartixa a gozar o sol de Outono

 

Andamos os dois às castanhas, observamos as flores, mais flores, e para cúmulo dos cúmulos, fizemos uma caminhada com um dos nossos amigos caracóis!

 

 

Ele aí vai numa corrida acelerada e tem um objectivo

 

 

O objectivo dele é este buraco e pirar-se do sol quente

 

 

O Outono e eu não fomos capazes de fazer uma aposta porque os dois acreditamos que o caracol iria cair juntamente com a casa!

 

 

Vai ser agora, dizia eu e o Outono continuou a não apostar. Pelo sim pelo não o caracol tem muita experiência nesta coisa de carregar a casa e dos caminhos por onde anda

 

 

Deixámo-lo nesta posição e fomos às castanhas. Quando voltamos ele estava acomodado no fundo do buraco a gozar o fruto do seu trabalho. A belíssima sombra escolhida

 

 

Caminhamos entre os azevinhos ...

 

 

Entre os carvalhos

 

 

Entre os castanheiros ...

 

 

Apanhamos castanhas e,

 

 

deliciamo-nos com os coloridos que o meu amigo está a aplicar nas belezas deste mundo,

 

 

e observamos as flores, muitas flores ...

 

 

muitas flores!

 

 

 

Mas giro, giro, foi ir enchendo a cesta de castanhas, e ouvir a pergunta irónica do meu amigo Outono. Para que queres isso!?

 

O Outono caminha, caminha, caminha, e não se apercebe das orgias de Baco nem dos seus petiscos e bebidas, como o magusto das belas castanhas e a deliciosa água-pé e a bela pinga com que ele se delicia pelo S. Martinho.

 

Apanhar castanhas, apenas significa deliciarmo-nos com as belezas, as poucas belezas que nos foram encantando pela vida fora. Não as castanhas da farinha para as papas, coisa que nem sei o que é, mas as castanhas assadas nas cinzas dos nossos burralhos, nos dias frios junto das axas de carvalho e dos canhotos que faziam grande braseiro e, no meio dos carvões e das cinzas muito quentes, era só vê-las estoirar quando alguém pretendia mais algum divertimento que não apenas as castanhas.

 

Quentes e boas!

Sagres, a beleza dos mares que enfeita o rio Tejo para alegrar o Ventor, nas suas caminhadas

publicado por Ventor às 22:46