Hoje dei uma caminhada por Belém.

 

 

De Belém, temos sempre algo para observar - o Bugio, por exemplo

 

Faz parte de uma rotina de sapa nas minhas caminhadas. Conversar com o rio Tejo, com a Torre de Belém, com o mosteiro dos Jerónimos, com o Pavilhão que enfeita tudo aquilo que foi a nossa grandeza como país, como nação, como povo. Caminhar e conversar sempre!

 

  

 

De repente, fui apanhado de surpresa por estes dois aviões em passagem baixa, sobre o restaurante mexicano

 

Faz também parte da rotina das minhas caminhadas a visita que faço ao muro das nossas lamentações no Forte do Bom (mau!) Sucesso. Hoje foi mais uma dessas visitas. Estava, por ali, tudo muito animado e caminhei conversando com os meus amigos de sempre que nos deixaram e com outros bem presentes.

 

 

Fui-me aproximando da animação

 

 

Reparei naquela velha cruz que me é tão familiar e em cujas "asas" dei grandes e belas 

caminhadas também

 

Comecei a fazer perguntas e obter respostas.

Fiquei, então, a saber, o que a nossa velha cruz escondia e, por isso,  hoje era dia de festa pois ia ser inaugurado, junto aos muros do Forte do Bom Sucesso, um pequeno monumento para homenagear, os primeiros 100 anos da aviação, em Portugal. Segundo me informaram, foi em 1909 que, para desenvolvimento da aeronáutica portuguesa, foi fundado um Clube e que foi, também, em 17 de Outubro de 1909 que levantou voo, em Belém, Lisboa, o primeiro "avião" - o Voisin - que era francês e era pilotado, também, pelo francês, Armand Zipfel.

Estariam ali, cerca de 5.000 pessoas, para assistir ao primeiro voo aeronáutico, em Portugal que alcançou cerca de 200 mts a que, então, chamaram "o pulo de Zipfel"!

 

 

A festa era da aviação, mas os meus amigos de sempre eram guardados pela marinha

 

 

Mas, no Tejo, há sempre festa!

 

 

Nas suas águas há semprre os enfeites dos desportos náuticos

 

 

E isso torna sempre as suas águas mais bonitas

 

Parti para o almoço com vontade de voltar. Queria ver destapar o monumento e sentir bem viva a mensagem que nos transmitia, queria ver os aviões regressar, em voo baixo, para cumprimentar os presentes e saudar o passado. Mas não deu. A minha dôr de cabeça não me facilitou a repetição da caminhada e fui dormir toda a tarde.

Depois, mesmo sem vontade de espreitar por esta janela, acabei por dar luta ao mau estar e, quase de olhos fechados, acabei por vos mostrar, uma pequena caminhada incompleta.

Sagres, a beleza dos mares que enfeita o rio Tejo para alegrar o Ventor, nas suas caminhadas

publicado por Ventor às 23:00