Vejam aqui o slideshow das fotos de Cilleruelo de Bezana a Altamira

 

Ao sair de Cilleruelo de Bezana, fizemos a nossa despedida da igreja que creio chamar-se de mosteiro de S. Cosmo, mas não deu para confirmar, não deixando, no entanto de lhe tirar mais uma foto e olhar o céu carregado de nuvens com ameça de chuva, uma chuva molha tolos, o que se foi confirmando estrada fora.

Mas pronto! Tivemos mesmo que rafazer as malas!

 

 

Às vezes custa refazer as malas! Só mesmo o entusiasmo de reiniciar a caminhada ajuda!

 

Malas refeitas, uma observação meteorológica às nuvens e uma pequena caminhada pela terra, para saber como e porquê  e para descontrair os músculos e, eis-nos a caminho.

Como o tempo ameaçava o Ventor, em pleno mês de Julho, sempre que o meu amigo Apolo dava uma espreitadela sobre o mau humor deste vosso amigo, só me ouvia dizer: "I catch you, Apolo"!

 

 

A mão do Ventor, tentando apanhar o sol

 

Mas o meu amigo Apolo dizia-me que não era ele o culpado de tanto fazer chorar as fadas de Neptuno. Elas teriam pedido algo a Neptuno que este não lhes deu e elas começaram a chorar e, quando descobriram que o Ventor fazia as suas belas caminhadas pelos montes que ele admirava, e já ali se encontrar sem que elas fossem informadas, ainda mais elas passaram a chorar!

 

Assim, o Ventor, Apolo e Neptuno, lá acabaram por animar as meninas que só mais tarde, depois de uma grande chuvada na cidade de Santander e a rogo das musas dos encantos, das fontes, dos rios, da terra ... dos duendes ... enfim, de todos, Apolo, me confessou que já estava farto de ver a minha mão a tentar caçá-lo!

Podes usar a máquina Ventor, eu já não vou fugir!

 

 

 

Este monumento representa-me a alma dos bizontes de outrora

 

Por isso, após a nossa saída de Santander, as coisas começaram a compor-se. Demos por ali umas voltas, e contra-voltas, junto à costa e, por fim, apontanos o nariz rumo a Las Cuevas de Altamira mas, a ameaça do duelo entre Apolo e as fadas mantinha-se. Já tínhamos, noutros tempos, observado, em melhores condições, La Cueva e seus arredores.

 

Mas foi lindo! Não sei se sabem que as estátuas, as representações de pessoas e animais ganham alma. E mais ganham ainda quando, noutros tempos convivemos sob a benção do meu amigo Apolo. Não fosse a caminhada do tempo e a transformação que os homens dão, caminhando a seu lado, e tudo estaria na mesma.

Se as caminhadas das civilizações e o seu âmbito cultural tivessem sido mais céleres e cuidadosas, talvez ainda hoje o Ventor conseguisse dialogar com os bizontes de outros tempos.

 

 

Os bizontes que foram um dos sustentáculos da alimentação dos meus amigos de la Cueva

 

Também, nos milénios passados, as várias espécies de ericas que por ali homenageavam o meu amigo Apolo, mostravam a beleza das suas flores à porta de La Cueva de Altamira e, enfeitavam então, os pastos dos bizontes que se alimentavam rodeando la Cueva.

 

 

Flores à porta de la Cueva de Altamira. Flores para os bizontes

 

A partir da visão destas flores, tudo começou a correr melhor na nossa caminhada. Eu fiquei a tirar fotos enquanto eles foram tirar os bilhetes para entrarmos e cumprimentar todo esse maralhal que em tempos caminharam a meu lado.

 

Com o tempo já bem melhor e após observarmos os velhos companheiros de las cuevas, reiniciamos, mais uma vez, a nossa caminhada, sem objectivo definido. A definição era global - Los Picos!

 

Sagres, a beleza dos mares que enfeita o rio Tejo para alegrar o Ventor, nas suas caminhadas

publicado por Ventor às 22:03