Uma vitela, junto ao lago Enol

 

Depois de caminharmos pelos arredores de Covadonga, já conhecida também por Santa Cueva, onde jaz o meu amigo Pelágio, começamos a subir rumo à região dos lagos Ercina e Enol.

Foi uma subida sempre rodeada de paisagens dos Picos, numa belíssima estrada de montanha em que as gralhas começaram por ser a nossa companhia.

 

 

Um dos vinte e tal Picos da Europa. Este nas Astúrias

 

Para mim, sem desperdiçar das minhas vistas o encanto das paisagens montanhosas que estão debruçadas sobre Covadonga e dos seus lagos a cerca de 1200 metros de altitude, ainda mais entusiasmado fiquei quando encontrei em redor dos lagos, as vacas pastando, algumas delas em companhia dos seus filhotes que tão bem embelezavam aquelas belas montanhas

 

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Elas caminham e observam o Ventor, junto ao lago Ercina

 

Mas para além dos picos que se levantavam entusiasmados por entre a neblina, lá longe, sempre a apreciar o próprio entusiasmo do Ventor, as vacas das Astúrias emproavam-se também à minha passagem, imitando os gados de Adrão e arredores, sempre que subo à Pedrada. Não há lagos no Muranho nem na Corga da Vagem ou na Seida, mas temos as nossas nascentes bem como as corgas a que dão origem, como a Corga da Vagem e as águas da Seida que sempre mataram a sede aos nossos rebanhos.

 

 

Uma gralha dançando a balsa com o Ventor, junto ao lago Enol

 

Mas junto do lago Enol, tive também a presença das gralhas, companheiras de velhos tempos que não perderam tempo a exibir-se para mim, esvoaçando à minha volta, dançando no ar, autênticas balsas como as de Viena, tal como o Danúbio Azul e que ali, por encanto, bem poderia chamar a balsa do Enol Azul!

 

 

Esta gralha, cançada de dançar a balsa com o Ventor, no chão, decide levá-lo até às nuvens

 

Mas tudo o que é bom termina depressa e com o mesmo entusiasmo com que subimos o CO-4, rumo aos lagos, o mesmo entusiasmo nos trouxe de volta a Covadonga, a Cangas de Onis e nos colocou nos trilhos que nos levariam até Léon onde chegamos cerca da meia-noite.

No entanto, não deixamos Cangas de Onis, sem que uma velha amiga nos saísse ao caminho e se despedisse de nós, desejando-nos uma boa viagem e que, no futuro, nunca esquecessemos aquelas belas serras de fadas, onde os duendes se banqueteiam com todas as maravilhas da Natureza - Maravilhas feitas pelas mãos dos homens e pelas Mãos de Deus. 

 

 

 À saída de Cangas de Onis, esta águia veio para se despedir dos apreciadores do seu reino - o mesmo reino do meu amigo Pelágio

 

Sagres, a beleza dos mares que enfeita o rio Tejo para alegrar o Ventor, nas suas caminhadas

publicado por Ventor às 21:23