... a bela vila de Sesimbra.

 

 

A bela vila de Sesimbra

 

 

 

A Tasca do Treze, em Sesimbra

 

Tenho escrito, aqui, sobre alguns lugares e, nem de propósito, Sesimbra, é um dos locais com grande importância na minha vida e tem ficado para trás. Essa localidade, chamada Sesimbra, foi, de facto, um local importante nas minhas caminhadas - nesta minha Grande Caminhada. Foi no ano de 1962 que conheci Sesimbra, tempo em que Sesimbra se tornou na nossa praia preferida - minha e de gentes com quem convivi, então.

Grandes partes da Primavera, Verão e Outono de 1962, molhávamos o nosso ego na belíssima praia de Sesimbra. Por qualquer razão, não especificada, hoje, como então, tínhamos preferência, nas nossas sortidas de fim de semana, pela zona do porto de Sesimbra mas, com o tempo, tudo isso mudou.

 

Os motivos dessa preferência, seriam, no meu entender, o facto de toda a praia de Sesimbra ser uma praia limpa e, junto do porto, existia a lota. Era ali que comprávamos as sardinhas, os carapaus, os chicharros, ... que, na hora do almoço, levávamos para o pinhal, onde fazíamos um braseiro e assávamos esses peixes fresquinhos, acabados de chegar do mar. Por fim, alguns que, como eu, davam, então, preferência à febra assada, lá se foram habituando aos peixes frescos trazidos do mar, pelos esforçados pescadores que víamos partir e chegar, atravessando a bela Baía de Sesimbra.

 

 

A minha máquina, sempre observadora, quis comunicar por esta outra máquina. Foi ela que me disse que, antigamente, havia arte nas comunicações, hoje apenas há novas tecnologisas 

 

Foi assim no primeiro lustro da dédada de sessenta. Nos anos de 62-63-64-65-66 mas, com algumas sortidas pelas praias de Carcavelos, da Parede do Guincho, pouco mais, voltávamos sempre a Sesimbra e aos nossos braseiros para as grandes petiscadas de peixes e febras, tudo na brasa. Depois, por aquele grande pinhal, belas caminhadas e, lá pelas cinco da tarde, mais uma vez, rumo à praia. Também no Guincho fazíamos as sardinhadas.

Com o tempo, tudo isso foi mudando. O porto foi crescendo, os óleos foram-se acumulando por ali, como companheiros que não desgrudavam. Fomos indo à procura de outos espaços mas, a pressão sobre Sesimbra foi-se acentuando e nós fomos retirando. Começamos a aparecer menos vezes e, entretanto, com a minha ida para Moçambique, terminaram as sortidas, pelas praias, até ao verão de 1970, altura que fazia as minhas caminhadas pela savana, pelas florestas-galeria e pelas pistas da Força Aérea, especialmente, em Nova Freixo, hoje, Cuamba.

 

 

No fim do almoço, o João desafiou-me para os copos e acabamos por nos enfroscar em barris

 

Depois, regressado de África, recomecei a fazer as minhas sortidas de praia, embora mais espaçadas, mais alumas vezes, por Sesimbra. Por fim, com o andar do tempo, veio o namoro e, as caminhadas por Sesimbra voltaram a assentuar-se. Tanto que arranjei lá um amigo e que ainda por lá anda. O meu amigo Monstro - o Monstro das Rochas!

Depois, Sesimbra, na prática, acabou! Em anos, voltei a passar por lá meia dúzia de vezes e só para olhar a praia! Só para dar uma ideia, as últimas três vezs que por lá passei, foram intervaladas a uma média de seis meses. Uma vez passei por lá e a minha conversa foi com as gaivotas. A penúltima vez, foi numa passseata com os meus amigos Alex's - a Tina e o Alex. Esta última vez, em 31 de Março de 2010, fomos almoçar na Tasca do Treze, eu, o João, a Joana, a mãe, a visavó e tivemos a companhia do Stº. António, na Tasca do Treze.

 

 

Stº. António, com o Ventor, na Tasca do Treze

 

Antes e, depois do almoço, fiz umas belas caminhadas por Sesimbra. Lembrei-me de deixar, mais em cima, uma bela caminhada fotográfica pela bela vila de Sesimbra, onde continuo, a ter o meu belo amigo - o Monstro das Rochas! 

 

 

Sagres, a beleza dos mares que enfeita o rio Tejo para alegrar o Ventor, nas suas caminhadas

publicado por Ventor às 15:21