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Caminhem com o Ventor pelos Trilhos da Memória, nos trilhos da sua Grande Caminhada




Como sabem, o Ventor saiu das trevas para caminhar entre as estrelas.
Ele continua a sonhar, caminhando, que as estrelas ainda brilham no céu, que o nosso amigo Apolo ainda nos dá luz e que o nosso mundo continuará a ser belo se os homens tentarem ajudar..



Aqui, no Cantinho do Ventor, vamos sonhando ...



... juntamente com a Wikipédia



Aqui, estão abertas todas as janelas do Cantinho do Ventor, vamos sonhando e espreitando por elas



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Nestas janelas guardadas pela coruja das neves, a amiga do Ventor no Zoo de Lisboa, podemos espreitar as minhas fotos no Shutterfly ou, então, regressar à Grande Caminhada do Ventor


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No Shutterfly podemos observar algumas das caminhadas fotográficas do Ventor. Se pedirem a coruja abre-vos as janelas.

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13
Jul10

Corvos, em Lisboa

Ventor

Lisboa, é uma cidade linda! É uma cidade, em cujo estandarte figuram dois corvos!

 

Vejam aqui os corvos

 

Diz a lenda que, quando, no tempo de Diocleciano (espero não estar engando, mas que importa!), imperador romano, S. Vicente foi morto, em Valência, Espanha; os romanos, por ele se ter recusado a obedecer às novas leis do Império, contra o Cristianismo, ordenaram a sua morte e que o seu corpo fosse lançado às feras.

 

 

Corvos alimentado os filhotes, em Lisboa

 

Porém, um corvo tomou conta do corpo de S. Vicente e as feras afastaram-se, não tocando no cadáver. Depois, o Corpo de S. Vicente, por portas e travessas, que eu não saberei explicar, lá chegou até nós e, no tempo dos árabes, estaria ali pela zona de Sagres. No tempo da reconquista, D. Afonso Henriques, resgatou o corpo de S. Vicente aos árabes e mandou-o trazer para Lisboa, onde o colocou numa capela fora das muralhas da cidade e que hoje é um Convento - O Convento de S. Vicente de Fora, assim chamado por estar situado fora das muralhas de Lisboa. Mas isto toda a gente saberá e até melhor do que eu.

 

 

Procurar é esperança de encontrar e alimentar os belíssimos curvídeos

 

Mas há coisas que nem todos sabem e que eu e mais alguém, ficamos a saber!

Lisboa, como disse no início é uma cidade linda e dois corvos fazem parte do seu estandarte. Mas eu nunca vi corvos em Lisboa! Apenas corvos marinhos . Ando por aqui há 49 anos e nunca vi um corvo. Normalmente, só vejo corvos quando viajo do lado sul do Tejo, por vários cantos deste país e pelas minhas Montanhas Lindas. Na 6ª feira à noite, o meu amigo Luís, telefonou-me de Paris a informar-me de várias coisas e, entre elas, da festa de S. Bento do Cando, lá pertinho da Senhora da Peneda.

 

 

Observar e tentar encontrar é o lema de todos os dias na luta pela sobrevivência de tdos os animais

 

No domingo fui beber um café e dar um passeio por Belém e, ao mesmo tempo que ia caminhando, comecei a lembrar-me da festa de S. Bento. Fui por ali abaixo até ao nosso triste "mural dos Combatentes" e virei por um local onde há um carvalho para ver se tinha bolotas. Ainda eram muito pequeninas e comecei a caminhar rumo à Vela Latina. De repente, ouvi o som de um corvo! Nem acreditava, mas tirei a máquina e caminhei com ela na mão, rumo ao local de onde o som viera e, quase sem acreditar, vi o velho passarão negro que nunca consigo fotografar como deve ser. Olhei-o, tirei-lhe uma foto e ele, como se não gostasse do velho paparazzi, esvoaçou para outro pinheiro e grasnou outra vez!

 

 

Encontrado, achado e levado para a tarefa do dia - alimentar

 

Para o pinheiro que ele voou, vindo não sei de onde, poisou outro corvo com algo no bico. Eu disse logo: "cá estão os descendentes dos corvos de S Vicente". Afinal, a partir dali, o Ventor nunca abandonaria Lisboa sem um dia ver por lá corvos!

Depois apareceu outro e outro e mais outro! Eram os papás babados a apresentarem os seus filhotes ao Ventor. Pai, mãe e três filhotes. Naquele momento, fiquei com a ideia de que S. Bento e S. Vicente, tinham decidido animar o Ventor com os corvos e, a partir dali, eu caminhei mais de uma hora com aqueles cinco amigos. Tirei fotos, umas atrás das outras e, logo por azar, os corvos negros só pousavam acalorados nas sombras das árvores, ou sobre elas. Como eles são todos negros, não têm uma pinta de cor que não seja o negro, as fotos não ficaram grande coisa mas, como não podia deixar de ser, deixo-vos, em cima, os meus novos amigos lisboetas que muito animaram a minha caminhada, este domingo.

 

 

Lutar pela sobrevivência da espécie é tarefa de todos e também dos corvos. Transportar para cumprir a tarefa

 

Cheirou-me que S. Bento e S. Vicente andavam por ali, no meio dos corvos, encantados com a minha estupefacção. Mas podem crer que, para mim, foi uma alegria ter aqueles novos amigos como companheiros daquela minha caminhada. Claro que eles irão procurar garantir a sua vida para melhores aposentos, mais consentâneos com o seu "estatuto" de corvos, mas ninguém me tira da cabeça que eles foram criados ali, naqueles belos pinheiros de Belém onde aprenderam a observar Lisboa e onde podem observar que seus antepassados fizeram e fazem parte dos "estatutos" desta bela cidade.

Sagres, a beleza dos mares que enfeita o rio Tejo para alegrar o Ventor, nas suas caminhadas

5 comentários

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