É hoje que vou entrar na 3ª. Fase da minha Geração, passo, portanto, a fazer parte activa dos "velhadas"!

Caminhei por Adrão, pelas Montanhas mais lindas do mundo, bebi as águas das minhas fontes no meu "monte Parnaso" que os gregos não tiveram, mas eu tive o Parnaso deles!

Várias fontes brotavam no monte Parnaso dos gregos que se situa nas encostas das montanhas da Fócida a 700 mts sobre o nível do mar e a ceca de 10 kms de distância do Golfo de Corinto. A sua fonte mais famosa foi a fonte de Castalia, num bosque de loureiros onde o nosso amigo Apolo, saindo do seu Templo se encontrava com as musas e as ninfas, onde se dançava, se cantava, se tocava flauta, se ...

De qualquer modo, a fonte da minha Parnaso que brota no Poulo do Muranho, é melhor que a dos gregos.  Se eu o digo, é porque acredito e se eu acredito é porque é verdade.

 

 

Uma foto tirada pela Maria

 

Não é por acaso que existe esta inscrição no Oráculo de Delfos, atribuída aos Sete Sábios da Grécia 650 A.C. - 550 A.C.): 

ó homem, conhece-te a ti mesmo e conhecerás os Deuses e o Universo!

 

Ora eu, penso que me conheço a mim mesmo e, portanto, enquadro-me bem nessa inscrição do oráculo de Delfos. Não era por acaso que, nesses tempos áureos do meu amigo Apolo, já eu caminhava por lá!

 

Mas eu não vou falar do passado de sonhos, aqui, agora. Vou falar do presente e do futuro e vou falar, sobretudo da esperança de futuro para aqueles que, vão rodopiando à minha volta neste mundo atribulado.

Foi nestes últimos 10 anos que vi nascerem estes fofinhos todos e que, espero continuarão a fazer parte das minhas caminhadas.

 

Em Setembro de 2000, nasceu a Joana.

 

 

Já está uma linda senhorinha!

 

Foram 10 anos de partilha nesta janela, comigo e com o nosso Quico. Ela dizia-me sempre: "tio o Quico também é um bocadinho meu, não é"? E era mesmo. Foi sempre! Ia dormir para junto dela e, mal ela acordava, ele aparecia eufórico, na sua linguagem, a dizer que a menina acordara. Não foi por acaso, que nessa fase apareceu a Arrelia do Quico! Entretia-me a mim, à Joana e ao Quico!

 

No Setembro de 2002, nasceu o Tomás - o meu Ajudante de Campo.

 

 

O Tomás está um senhor!

 

Não partilhou esta janela, mas partilhou uns bons pedaços da minha vida, antes e, depois, quando eu o ia buscar à escola. Ele ouvia as minhas músicas no carro e uma vez ouviu a música de Vangelis, a Batalha de Gaugamela, do filme de Alexandre Magno. Conversa daqui,maluqueira dali, acabei por lhe dizer que música era e comecei a dar-lhe, certamente, o seu primeiro cheirinho de História e que, Alexandre Grande era meu amigo. Ouviu, ouviu e, como a outra, a seguir, não lhe terá agradado muito, pediu-me para voltarmos a ouvir a Batalha de Gaugamela. Como achei que ele gostava da música, e a sério, vim um pouco calado, quase um milagre!

De repente veio a célebre pergunta: "tio o Alexandre Magno era mesmo teu amigo"? Foi o bonito e o feio para eu desmontar tudo o que tinha montado, mas saí-me bem e por cima!

A nossa amizade continua e, espero, continuará sempre. Afinal, um padrinho sempre deve servir para alguma coisa! Agora são os avós que o vão buscar e por portas e travessas, vemos-nos menos vezes.

 

Mais tarde, em 2005, nasceu a Maria, a irmã do Tomás.

 

 

Também já está uma senhorinha, a Maria

 

A Maria foi minha companheirinha, algumas vezes, em pequenas passeatas connosco e com a avó e lá ia observando e imitando o irmão, em tudo que ele fazia. Habituou-se a ir connosco, ao café, de vez em quando, beber a sua célebre "pingada".

Mas tudo muda e com a escola as crianças também mudam. Criam novos hábitos, novas amizades, os tempos livres são mais curtos. Nas escolas transformam-se e, acaba por se dar uma espécie de revolução na vida das crianças e das famílias. Às vezes são mudanças drásticas!

 

Depois apareceu a Marta, em 2006.

 

 

A Marta já está uma senhorinha louraça

 

Com ela, a proximidade tem sido mais curta, porque vive mais longe. Infantário, outros convívios, apenas a vemos de vez em quando, quando ela vem visitar os avós, pouco mais. Toca à campainha e diz-me que é o gajo! O gajo fui eu que o inventei pois não gostava de ver gajos a tocar à campainha e, por isso, ela, manhozinha, quando me julga distraído, ding-dong! O tempo é pouco mas, com ding-dong ou sem ding-dong, cabem todos na caixinha do nosso peito.

 

Depois veio o João, em 2008.

 

 

O João, mais um ajudante de campo

 

Tal como a Joana, ele ainda conviveu com o Quico e foi a primeira palavra que lhe ouvi - "Quiquinho"!

O Quico também velava pelo João, mas por fim, doentinho, já não o fazia com o mesmo afinco que o fazia com a Joana. O João queria agarrar-lhe o rabo e eu ralhava com ele, mas eles não se importavam. Quando o João vinha para o meu colo ver as fotos aqui, o Quico também vinha e colocava-se do lado contrário. O João olhava-me e fazia-me perguntas e, quando se calava, o Quico dava-lhe uma marradinha na perna do seu lado para dizer que assim é que estava bem.

 

E a Camila, no mesmo ano do João - 2008.

 

 

A Camila, vai ser uma senhorinha, não tarda

 

A Camila, também gosta de tocar à campainha para me ouvir ralhar com o tal gajo!

Também gosta de ralhar comigo se lhe faço alguma patifaria. O que vale é que ela fica-se sempre pelo "Óooo, tioooo"!!!!!

Passamos o fim de Ano com elas os pais e os avós e, no almoço do dia UM, quando entrei, pareceu-me sentir a casa vazia. Elas tinham partido para outra missão - os outros avós.

 

Agora, nesta nova fase blogueira da minha Grande Caminhada, todos eles caminharão por aqui, a meu lado e é com eles que eu a vou abrir este novo Blog. Com o meu Maralhal, mais novo.

Hello, Maralhal!

Sagres, a beleza dos mares que enfeita o rio Tejo para alegrar o Ventor, nas suas caminhadas

publicado por Ventor às 00:01