São quatro!

São quatro cavaleiros negros que se aproximam de mim, em grande cavalgada. Já baixaram o elmo, ajustaram os capacetes, colocaram as lanças em riste e iniciaram a sua caminhada; já estão a experimentar o trote e, não vai tardar muito, utilizarão toda a velocidade que os cavalos negros lhes permitam.

 

Normalmente, quando falamos em quatro cavaleiros, só nos lembramos dos Quatro Cavaleiros do Apocalipse e, na verdade, esses cavaleiros, estão metidos em tudo que tenha como objectivo final, o fim do mundo.

Mas, eu já desmascarei esses quatro que se perfilam, contra mim, contra o meu Universo, numa luta total.

Sim, porque todos nós temos o nosso Universo! Um Universo onde as lutas se vão desenrolando, durante a nossa caminhada até ao desfecho final. Muitos, desaparecem, mesmo sem sequer encararem um dos quatro cavaleiros. Chama-se a isso, o azar!

 

Outros, acabam por enfrentar um, dois, três ou, mesmo, os quatro cavaleiros. Uns mais lentamente, outros mais depressa, saem sempre derrotados numa dessas lutas que se vão desencadeando nesse universo em que somos transportados todos os dias - o nosso universo!

O Senhor da Esfera, definiu para cada um de nós, o nosso universo pessoal, também o nosso universo mais abrangente, onde cabem todos aqueles que nos apetece que caminhem a nosso lado e também aquela Esfera alargada, onde os cavaleiros podem caminhar connosco, juntos, a passo, a trote, em cavalgada!

 

Por mim, já há alguns anos que enfrento, sem alardes, esses quatro cavaleiros que fazem parte da nossa Esfera Global e que, o Senhor da Esfera, mesmo que queira ou, mesmo que quizesse, por nós, nada pode fazer. Esses cavaleiros fazem parte do nosso destino, em todos os dias da nossa caminhada!

Eles estão danados comigo porque eu identifiquei-os, coloquei-os na mira da minha lança e informei-os que estou preparado para o combate. Isso eles não me perdoam! Nunca me perdoarão!

 

 

Por enquanto só mostro o meu estandarte, aos meus inimigos

 

Tal como eles, os cavaleiros negros, eu apetrechei-me dos pés à cabeça, equipei-me e preparei-me para um braço de ferro com eles. Um contra quatro! Já coloquei o meu capacete, já baixei o meu elmo, já levantei a minha lança e, como não podia deixar de ser, estou preparado para uma luta sem quartel.

Assim, perante o mundo, vou identificar, um a um, os meus inimigos!

 

Reumatismo, o primeiro cavaleiro negro a atacar o Ventor! Creio que, exactamente, por ser o primeiro, deixarei para ele o combate final!

Colesterol, o segundo cavaleiro negro a atacar o Ventor. São ameaças sobre ameaças. Ele vai cair aos olhos desse outro cavaleiro a que dei o nome de Reumatismo.

Tensão Arterial, o terceiro cavaleiro negro a tentar acomodar-se nas minhas trincheiras mas, a minha lança, esburaca todos os buracos onde ele julga poder acomodar-se. Com este cavaleiro, a luta já é sem quartel. Trava-se nas ruas, nas esquinas, nos supermercados, nas despensas, nas cozinhas, nas ... Com ela, a disputa já é de vida ou de morte.

"Diabrete", o quarto cavaleiro negro que se prepara para o combate final, tal como eu. Este cavaleiro, tal como o primeiro, apresenta-se completamente armadilhado e, até no elmo utiliza radares para tentar penetrar mais profundamente nas minhas trincheiras de defesa.

 

 

A minha lança - a lança do destino

 

Estes cavaleiros estão espavoridos porque se sentem detectados pelas defesas do Ventor.

Porém, o cavalo usado pelo Ventor, neste momento, é cinzento, quase indefinido e, montado nele, o Ventor vai travar uma luta sem quartel, contra os alazões negros utilizados pelos seus inimigos.

Antar? Onde  andas tu Antar? Tu que sempre me tens valido em sonhos terríveis! Agora, Antar vai ser a sério! A luta vai ser real e sem quartel!

 

 

Sagres, a beleza dos mares que enfeita o rio Tejo para alegrar o Ventor, nas suas caminhadas

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publicado por Ventor às 19:47