A morte é o fim de tudo.

Eu sei que vamos morrer todos, uns mais depressa, outros mais devagar. Iremos todos prestar contas do que fizemos e do que não fizemos, durante a caminhada que tivemos entre as belezas que nos foram proporcionadas por este nosso belo Planeta Azul.

Aqui nascemos, aqui vivemos, aqui terminaremos o nosso fôlego. Prestar contas, onde? Logo veremos!

É isso que vai acontecendo com todos e, hoje, infelizmente, aconteceu com o Miguel Portas. Ele, como todos nós, irá prestar contas e, como disse atrás, não sei onde. Mas sei que, contas ao Ventor, o Miguel Portas já prestou. Terminamos hoje o nosso dever e haver. Ele tentou, na sua luta política, defender as causas que melhor lhe pareciam para as gentes do país que, tenho a certeza, defendeu com afinco.

 

No cômputo geral, as perspectivas do Miguel Portas era tentar conseguir o melhor para o progresso de Portugal, do seu e do meu Portugal. Os nossos trilhos não eram os mesmos, mas a luz que ele, eu e todos nós, pretendemos alcançar, é a mesma. Afinal, o que todos pretendemos, olhando as estrelas, os planetas, as nebulosas, as constelações, os buracos negros, ... é apenas que o povo português viva uma vida digna como merecerá, tal como todos os povos merecerão. Para isso basta-nos caminhar nas vias da razoabilidade entre a estrela da manhã e a estrela da tarde e, entre a estrela da tarde e a estrela da manhã. Bastar-nos-ia, portanto, olhar a nossa querida amiga Vénus, a mesma que foi inserindo a chama do amor, nos velhos portugueses que, antigamente iam prolongando caminhadas, navegando rumo às índias, na mesma rota que o Miguel Portas tanto gostava.

 

 

Deixo aqui, um ramo de flores natural, nascido no Lugar do Sol, para o Miguel Portas

 

É isso meu amigo! O Senhor da Esfera levou-te, irá levar-me a mim um dia e, a nossa saga colectiva, entre estrelas ou, no meio da escuridão, contigo, comigo, com todos, irá prosseguir sempre.

Nunca fui tão abrilista como tu, longe disso que, para mim, económicamente, Abril, nunca passou dum grande fiasco! Abril só nos trouxe a liberdade, o fim da Guerra e, ... já foi muito! O resto, foi um marasmo de nabices que ainda nos continuarão a fazer sofrer e não vai ser pouco.

Pudera! Como poderiam levantar economicamente este país se os militares deixaram o país cair nas mãos de gente que nunca fez nada? O Portugal Amordaçado de que tanto se falou, amordaçado continua, não por não poder dar à língua mas por estar tulhido de alcançar tudo aquilo que nós queremos. Afinal uma coisa tão simples! Viver dentro do razoável.

 

Adeus Miguel. Que o Senhor da Esfera te proteja por esses lados. Por aqui, por agora, lamentando a tua sorte, só me resta deixar as minhas condolências a todos os teus amigos e à tua família que, acredito, todos sentirão a tua falta. Até um dia, Miguel.   

Sagres, a beleza dos mares que enfeita o rio Tejo para alegrar o Ventor, nas suas caminhadas

publicado por Ventor às 22:22