Tive um sonho muito mau! Sonhei que voltei à idade das trevas. Senti que caminhávamos na escuridão, ouvia as pessoas falarem mas, à minha volta, só existia a negrura completa. No entanto, olhava o firmamento e lá estavam as lindas meninas tremeluzentes na abóbora celestial.

 

Depois lembrava-me que tinha existido uma época brilhante e na escuridão aguardava que o meu amigo Apolo aparecesse no horizonte e me ferisse a vista com a sua luz, mas aguardava, aguardava, e a noite era eterna.

 

Acordei a pensar nisso e na beleza da luz.

 

Entretanto, nesse mesmo dia a minha mulher, uma irmã e uma sobrinha foram até Odrinhas ali para os lados de Sintra, visitar uma loja de quinquilharias e resolveu comprar um candeeiro de petróleo!

 

Um dia depois fomos à nossa casa de Massamá e encontrei esta preciosidade. Um candeeiro a sério, com petróleo, torcida e tudo. Só me faltavam os fósforos ou o isqueiro para pegar fogo à torcida. Já tenho saudades das candeias de petróleo que me esturricaram as pestanas durante os anos primórdios.

 

Gostei desta prenda!

 

 

Depois comecei a pensar porque raio usar cera (as célebre velinhas) como alternativa às falhas da electricidade? Mas pronto, eu sei que no dia que usar o meu candeeiro a petróleo (durante o tempo que o curtir) não estarei aqui a tentar dialogar convosco sobre estas teclas. Mas, pelo menos enquanto houver petróleo no mundo, não viverei uma noite de trevas como aquela do meu sonho.

Sagres, a beleza dos mares que enfeita o rio Tejo para alegrar o Ventor, nas suas caminhadas

publicado por Ventor às 15:49