Oh, S. João Baptista, oh, meu Santo milagreiro ...

 

 

Dizem-nos que foi assim há muito tempo, no rio Jordão. Pintura de Andrea de Verrocchio, um florentino que trabalhou na corte de Lorenzo de Médici. um grande artista, pintor, escultor, ourives e, para mais, teve como seus alunos, Leonardo da Vinci, Sandro Botticelli e outros. Dizem que o anjo pequeno da esquerda, foi Leonardo da Vinci que o pintou.

 

Como é bom recordar! Recordar o nosso S. João por Adrão, recordar o ti Joaquim Brasileiro (era assim como lhe chamávamos), recordar aqueles que nos ensinaram a ser homens, ... Recordar, é a chave de alargar a nossa caminhada! É caminharmos em todas as direcções, é ir para além das estrelas visíveis é saber estar entre a nossa gente e, para isso, temos de nos voltar para trás, pedir ajuda à nossa massa cinzenta e, até aos Santos, como agora, ao nosso S. João. Olho para trás e vejo o S. João levar-me até Adrão perfilado nos Trilhos da Memória.

 

Mas o S. João está para além disso. Está em festa por muitos recantos deste país e do mundo e nós estamos em festa com ele. S. João é a grande festa das gentes do Porto, de Braga e de tantos outros lugares, como era em Adrão. Uma festa simples e bonita para a criançada que nada tínhamos e tudo inventávamos. É por isso que eu nunca esqueço os meus primeiros 15 anos de vida, os meus 15 anos de Adrão.

Desde então, tem sido só de pala ou, então, recorrendo às memórias, como agora, porque, S. João em Adrão, certamente, não haverá mais.

 

 
O alho porro selvagem, como eu o vi e a minha máquina o captou, em Miraflores. Mas no Porto, haverá quem ganhe a vida a cultivar alhos porros para a festa do S. João.

 

Depois das minhas brincadeiras de Adrão, passei quatro dias de trabalho, no Porto e, como coincidiu com o S. João, passamos essa noite de S. João a comer sardinhas, nas Fontainhas, a brincar com as suas gentes e, claro, com o S. João. Foi a minha festa do alho porro e do martelo. Levei muitas alhadas e muitas marteladas mas também dei que me fartei. Foi diferente de Adrão, foi à moda do Porto!

 

 

 Salomé, deslumbrante, pintura de Gustave Moreau, tirada da Wikipédia

 

Foi assim que Gustave Moreau, imaginou Salomé que dançou tão bem que o tetrarca Herodes Antipas lhe disse que pedisse o que quisesse que ele lhe daria. Foi então que sua mãe interferiu, dizendo que ela não gostava nada de João Baptista e que iria pedir a sua cabeça. Assim, Salomé, fazendo a vontade a sua mãe, pediu ao rei Herodes Antipas que lhe oferecesse a cabeça de João Baptista, numa bandeja. Foi assim selada a vida de João Baptista na sua passagem pelo nosso Planeta Azul. Mais uma vez, uma luta entre a pobreza e a realeza aristocrática, onde os fortes ganham sempre.

Sagres, a beleza dos mares que enfeita o rio Tejo para alegrar o Ventor, nas suas caminhadas

publicado por Ventor às 23:41