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caminhar com o Ventor

Pelos Trilhos da Memória

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Pangea

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Caminhem com o Ventor pelos Trilhos da Memória, nos trilhos da sua Grande Caminhada




Como sabem, o Ventor saiu das trevas para caminhar entre as estrelas.
Ele continua a sonhar, caminhando, que as estrelas ainda brilham no céu, que o nosso amigo Apolo ainda nos dá luz e que o nosso mundo continuará a ser belo se os homens tentarem ajudar..



Aqui, no Cantinho do Ventor, vamos sonhando ...



... juntamente com a Wikipédia



Aqui, estão abertas todas as janelas do Cantinho do Ventor, vamos sonhando e espreitando por elas



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Nestas janelas guardadas pela coruja das neves, a amiga do Ventor no Zoo de Lisboa, podemos espreitar as minhas fotos no Shutterfly ou, então, regressar à Grande Caminhada do Ventor


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No Shutterfly podemos observar algumas das caminhadas fotográficas do Ventor. Se pedirem a coruja abre-vos as janelas.

Venham com o Pilantras, às músicas do Ventor

na sua Rádio Ventor


10
Nov05

Uma Tasca na Amadora

Ventor

Uma Tasca na Porcalhota.

Há muitos, muitos anos que eu passava por aqui, a pé ou de carro, e olhava as portas desta tasca. A Tasca da dona Rita! Eu passava junto à porta ou do lado contrário e via os barris do meu amigo Baco. Olhava a velha caixa do correio que trazia e levava notícias de todo o Mundo. De repente um grupo de amigos, ao verem-me tirar a foto ao correio, pediram-me para lhe tirar uma foto e eu disse que sim, que tirava, mas apenas se os pudesse colocar na Net. Foi meio a brincar, meio a sério.

 

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Que histórias nos poderia contar este pedaço das vidas de muita gente?

 

Fotografei-os e depois convidaram-me a entrar na Tasca e eu imediatamente fiquei engodado nas velhices dos tempos passados. Imaginei Baco a beber o seu copo, a esgrimir os seus argumentos com as beldades da região e a fazer com que os seus barris fizessem com que as torneiras despejassem o velho licor nas canecas.

 

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As belezas que fizeram parte da vida de um ou mais tanoeiros

 

Conversa daqui, mais conversa dali, o nosso amigo que metido dentro do balcão alimenta as esperanças das gentes, falou em água-pé. Eu perguntei: "água-pé"? Sim, também quer? Oh, homem, espere aí. Você tem água-pé? Sim. A melhor da Amadora. Pode procurar tudo que não encontra melhor!

 

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Um balcão cheio de histórias

 

Logo de seguida, um dos que me convidaram a entrar na Tasca, perguntou-me se queria provar e eu, muito inocentemente, disse que não! Oh!!! Foi o que ouvi. Hoje não estou preparado para beber água-pé - disse eu - mas vou voltar para levar alguma se me arranjaram e logo o nosso amigo do Balcão me disse que podia levar dois mil litros que outros dois mil vinham a caminho.

 

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Estamos a prepararmo-nos para o S. Martinho

 

Lembrei-me logo das manhas do meu amigo Baco quando se mandava à água-pé! Ele tinha um jeito muito especial para beber água-pé, e muito mais especial para beber vinhos novos. Caminhava de Quinta em Quinta e não se arrependia de beber um copo em qualquer lado que lhe fosse possível.

 

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O sonho de todos os amigos do meu amigo Baco

 

Muitos barris! Mas não interessa falar aqui das especialidades do meu amigo Baco. Terei outras oportunidades. Hoje apetece-me falar desta Tasca. Uma Senhora entrou na Tasca e voltou a sair, e logo um dos meus novos companheiros, reformado da Força Aérea, me disse que, aquela Senhora, era a Dona daTasca.

 

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Tralhas de uma Tasca

 

Ao mesmo tempo eu disse-lhe que me podia ter dito quando ela passou e não esperar que ela saísse! Ele veio logo com uma velha história em que - no tempo da outra senhora, quando andava na Aviação - etç. etç. tinha-lhe acontecido ... O quê, você andou na aviação? Disse eu com cara de santinho. Sim, andei! Na Civil ou na Militar? Na Força Aérea, pá! Ahhh!!!  É que eu também andei na Força Aérea!

 

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Aqui sabem-se todas as notícias e sabe-se como os nosso políticos se estão marimbando para o povo

 

Ali, sem sabermos onde há um princípio e um fim, começou uma conversa que nunca mais acabava, sobre a Metrópole, a África e todas as misérias relacionadas, mas ele ganhou-me! Ganhou-me quando me disse que andou lá 33 anos até à reforma e quando eu lhe disse que me contentei com 52 meses ele ficou triste como que a indicar-me que eu não era o parceiro ideal.

 

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Mais tralhas para todos os olhares

 

Mas a Senhora voltava e ele chamou-a logo! Esta é a dona da Tasca, a Senhora dona Rita! E apresentou-me! «Um amigo meu desde há alguns minutos e que gostava de a conhecer». Então o que era, disse a Senhora? E eu que estava atirado para ali sem saber ler nem escrever disse-lhe que achava muita piada à Tasca e se ela era de facto a dona se não se importava que a fotografasse. Perguntou-me logo se era repórter de algum jornal ou revista e quando eu disse que não, logo me perguntou porque gostaria de a fotografar?

 

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A Senhora Dona Rita, uma simpatia para todos

 

Não é nada de especial. É que há mais de 40 anos que passo nesta rua e sempre olhei a disposição destes barris ou outros antes e sempre gostava de ter aqui entrado mas nunca se proporcionou, só hoje, a pedido destes amigos e como tenho um Blog gostaria de falar sobre este cantinho tão velho, tão simpático e tão acolhedor! «Um Blog? O que é isso»? Expliquei à senhora esta história dos blogs e ela logo anuiu a ser fotografada e que poderia colocá-la a boiar na Net que não haveria problema nenhum. Que a sua Tasca já tinha sido alvo de assédios televisivos e que pelo menos as televisões já lá foram 3 vezes e que pensava que foram as três ou pelo menos uma delas foi lá duas vezes!

 

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Agora vou partir, mas prometo voltar

 

Ao observar aquela tasca com o mesmo aspecto de há 40 anos atrás, comecei a imaginar com quantos anos aquele cantinho terá carregado. Séculos? Quem sabe? Olhem bem para este estilo e imaginem comigo! Mas, para mim, é mesmo velha que baste. Logo me foi dito que é a Tasca mais velha da Porcalhota e mais precisamente, de toda a Amadora.

 

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Olhem como é bela a Tasca da Dona Rita

 

Mas isso pouco interessa, apenas interessa que ela faz parte da caminhada da minha vida. Por mais algum tempo continuarei a passar por lá e sempre que me meta a caminho, olharei, mesmo que imaginando, a torneira a pingar. O pingo da força que nos arrastará na caminhada de cada um com mais um sopro de alento.

 

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O pingo que chamava à realidade o meu amigo

Sagres, a beleza dos mares que enfeita o rio Tejo para alegrar o Ventor, nas suas caminhadas

22
Mai05

A Tasca do Carrasco

Ventor

Um dia, do ano passado, escrevi aqui sobre a Tasca do meu amigo Carrasco. Falava da Tasca. Talvez um dia o meu Quico complete melhor no seu Site o que foi a Tasca do Carrasco. Talvez até o meu amigo Carrasco faça aqui um comentário sobre a sua Tasca. Quem sabe?! Acho que S. Pedro já tem tudo informatizado! Mas, há dias, entrei no Google e apanhei lá a minha Tasca do Carrasco e foi através do Google que eu apanhei o comentário da minha prima Alice a mais jovem filha das quatro que o Carrasco ajudou a colocar neste Mundo.

 

A propósito, Carrasco não é o seu nome, mas é nome que enraíza na sua família. Contudo ele, para nós, enquanto houver memória, será sempre o Manuel Carrasco! O Manel! O Carrasco! Então, aqui fica o comentário da Alice, que em terras de França, não esquece a sua aldeia e até chegou ao meu Blog. Também aqui deixou a receita do Bolo da Pedra ou, como ela diz, o Bolo da Lasca da Saudade!

 

«Foi com muito gosto e sobretudo saudades que li o teu Blog. Mesmo longe estais sempre no meu coração. É triste que as tascas acabem mas o mais insuportável é que hoje em dia há cada vez menos gente como o Carrasco nas nossas aldeias. O Carrasco ajudava com a sua força, com o seu coração, com a sua carteira, todos os que lhe batiam à porta. Sem contar o Pronto Socorro a toda a hora do dia e da noite. Obrigado pelo que escreves sobre o Carrasco e sobretudo nunca esqueças haver sempre um copo a beber no local da Tasca e bolo da lasca e tenho a certeza que nesses momentos o teu verdadeiro amigo estará connosco.

 

Só morre quem esquece, os que recordarmos estarão sempre connosco sem esquecer o tio João e a sua serenidade. Um enorme beijo para ti e todos os teus e até breve, voltaremos à Pedrada. Bem hajas pelo que escreveste sobre a Tasca e o Carrasco». Agora aqui fica a receita:

«Aqui escrevo a receita do "Bolo da Pedra da Saudade". É a receita do Norte, especialmente das Freguesias de Soajo e da Gavieira. Para seis pessoas.

 

«Primeiro, fazer um braseiro de preferência numa lareira ou como se diz na minha aldeia, no "borralho". De seguida, misturar num recipiente um quilo de farinha milha e 500gr de farinha centeia. Depois de bem misturadas as farinhas, amassar, juntando pouco a pouco 1L de água a ferver, temperada com sal. Uma vez amassada, colocar a massa por cima de uma pedra lascada que se aqueceu no braseiro até branquear. De preferência, uma pedra da serra de Soajo, precisamente da Pedrada ou da Serrinha, mas também se encontram no Muranho.

 

Deixar cozer lentamente face ao braseiro, cerca de uma hora. Despegar o bolo da lasca, da pedra, parti-lo aos bocados e comê-lo repartindo-o com os amigos, acompanhando-o com sardinha assada, trutas do rio de Adrão, bogas do rio da Peneda ou cozido à soajeira. Tudo isto regado de algumas garrafinhas do verde de Ponte da Barca ou da adega dos amigos.

 

Daí bem o nome (Bolo da Lasca da Saudade). Bom apetite e coragem para o fazer»! Enviado pela Alice do Carrasco, em Agosto 26, 2004 06:49 PM

Claro que eu aceito, desde já, o convite para uma fatia de Bolo da Lasca da Saudade acompanhado com sardinhas. O vinho fica por minha conta! Beijinhos para a Alice se me ler e para a Judith e um grande abraço para o Manel. Acho que vamos subir à Pedrada outra vez!

Sagres, a beleza dos mares que enfeita o rio Tejo para alegrar o Ventor, nas suas caminhadas

O Quico e o Ventor

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Luiz Franqueira e o Quico

O Ventor nos tempos das grandes caminhadas gélidas, a luta contra o frio, era a maior das prioridades

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A Virgem Maria caminha entre nós

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Um vitral na Catedral de Notre Dame

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A Sepultura Sagrada

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Um Monumento em Jericó

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