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As Caminhadas do Ventor

... por aí

As Caminhadas do Ventor

... por aí

No cabeçalho, a ponte romana de Cangas de Onis, sobre o rio Sella. Uma maravilha por onde caminharam romanos, árabes e tantos outros.


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Um lago de Covadonga que retrata as belezas dos Picos da Europa, nas Astúrias


O Ventor saiu das trevas para caminhar entre as estrelas.
Ele continua a sonhar, caminhando, que as estrelas ainda brilham no céu, que o nosso amigo Apolo ainda nos dá luz e que o nosso mundo continuará a ser belo se os homens tentarem ajudar...

Depois? Bem, depois ... vamos caminhando!

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Pausa na caminhada

Fiz uma pausa na minha Caminhada. Vou-me dedicar às amêndoas. Deste caquinho de vidro tenho tirado, uma após outra, sempre que me apetece, uma amêndoa.

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As minhas amêndoas

Mas tenho à mão os municiadores, não vão as munições acabar para quem passa à minha janela. Aproveitem e vão tirando uma amendoinha. Não pensem que nãopenso nos que não as têm.

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Amêndoas para os amigos

Mas hoje é domingo de Páscoa e para mim, já são 37 domingos de Páscoa que são todos muito especiais. Fazem hoje 37 que, no domingo de Páscoa, só como três amêndoas. Por isso, já tirei as minhas três amêndoas hoje. Só não tenho a certeza se era uma branca e duas rosas, se uma rosa e duas brancas. Penso que eram uma rosa e duas brancas e como não tenho a certeza, vou alternando. Hoje são assim.

Para todos os que comigo comeram em 1968 três amêndoas, um grande abraço. Eu não mato a fome de amêndoas nos domingos de Páscoa, antes pelo contrário, mantenho a minha homenagem a esse dia e permite-me recordar todos que, infelizmente, não têm amêndoas para fazerem reviver a sua tradição.

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As minhas três amêndoas para o domingo de Páscoa de 2006

Tenham todos uma Páscoa Feliz.

 

 

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A casa velha, implantada na serra do Cercal, debruçada sobre o rio Mira

Hoje subi à serra

Hoje subi à sera da Mira. Foi uma passeata de 3 horas antes do almoço. Numa serra, mesmo que esventrada pela apetência do homem, encontra-se sempre muita coisa. Vejam esta rocha em baixo, coberta de líquenes.

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Uma rocha na serra da Mira

Mas muma serra que faça jus ao nome, tem de haver rochas e tojo. Sem rochas e tojo, não lhe podemos chamar uma serra. Claro que tem muita coisa que não é próprio de uma serra. Por exemplo: a guarda avançada da destruição - a construção - acompanhada de máquinas, e homens de capacetes, a preparar novos caminhos! Mas esqueçamos, e vivamos o tojo.

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 Tojo na serra da mira

Também, numa serra, tem que haver um cão. O cão procurava algo. Não seria certamente Ferrer Roger, mas talvez um coelhito, pois se é verdade que eu não o vi, também é verdade que já houve lá muitos e talvez procurem sobreviver à pedalada que o homem tem imprimido na ocupação da sua serra da Mira.

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Cão na serra da Mira, numa busca frenética

Mas há uma boa razão para ainda haver por lá uns coelhitos, se assim não fosse, não andavam por ali tão afincadamente estas minhas amigas. Tive por companhia três belas águias. Mas eram muito envergonhadas e olhavam-me de soslaio. Difícl de fotografar, apenas por birrice delas! Disseram-me que não se achavam assim tão fotogénicas para serem exibidas na Net!

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 Uma águia na serra da Mira 

Mas o instinto da caça não é exclusivo das águias e dos cães. Também esta gata diz que continua por ali a desenvolver o seu instinto de sobrvivência. E era tão meiguinha que até gostava da minha companhia.

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 Uma gata na serra da Mira  

Mas uma serra, para ser completa, tem de ter flores. Neste campo, a serra da Mira já foi uma serra bela e hoje, apesar da seca, brindou-me com belas flores. Os lírios, por exemplo, são seu apanágio, mas estão muito pobres e mirrados com a falta de água. Continuam, no entanto, a exibir os seus robes mágicos no meio da secura!

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  Lírios na serra da Mira

Mas além dos lírios haviam outras flores que espero colocar nas minhas Flores de Inverno. Mas estas, além dos cardos, foram também, noutros tempos, apanágio florístico da serra da Mira.

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A solidão e a tristeza nota-se nesta flor. Era quase unica!

Mas numa serra, também se desenrolam tragédias. É o caso desta borboleta presa nos acúleos dos tojos. Ela debatia-se e nada conseguia. Eu ainda tive dúvidas, mas era verdade. Estava mesmo presa! O seu grito de socorro ao ventor salvou-lhe a vida e espero que sem danos.

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Borboleta presa no tojo, na serra da Mira 

E reparem como há solidariedade na serra! A abelha passou três vezes sobre a borboleta e veio direita a mim para que tentasse fazer alguma coisa pela desgraçada da borboleta. Peguei numa palhinha seca e consegui fazer que a borboleta trepasse agarrando-se a ela como sua tábua de salvação e ei-la, esvoaçando, com a promesa de ser mais cuidadosa.

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Borboleta e abelha, partem, partilhando o seu (nosso) mundo 

Mas, para além de tudo isto e muito mais, assisti a uma sinfonia ao ar livre! As abelhas e os meus queridos amigos, com predominância, amarelo-negro, tiveram a amabilidade de me brindar com uma bela sinfonia de sons mágicos. Não tentem imaginar o vosso amigo Ventor, como noutros tempos, sentado no meio dos tojos a assistir a este belo espectáculo. Foi para mim uma das maiores aberturas musicais que, hoje, numa manhã radiante, fui levado, por artes mágicas, a matar saudades. Aberturas musicais assim, já tive muitas, mas uma coisa é recordá-las e outra é vivê-las. Mais lindas, talvez, as sinfonias, cor de rosa, que já vivi nos carrascais da minha outra serra - Soajo

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Um dos meus amigos

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Outro amigo

A dança, a música e o cântico! Todos estes meus amigos colocaram alguma clarividência e bem estar na minha cabeça, nesta manhã bela mas seca, neste final de Inverno, em 2005.

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Uma das muitas abelhas partilhando o seu dia com o Ventor

 

 

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A casa velha, implantada na serra do Cercal, debruçada sobre o rio Mira

Os meus trilhos

Eis alguns dos trilhos por onde, por vezes, caminho. São estes os trilhos por onde em tempos fazia os meus crosses. Agora passo por lá, para matar saudades. Saudades dos meus crosses e muito mais! Ontem, por exemplo, caminhei nestes trilhos, cerca de três horas.

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 Um troço da minha caminhada

 Á esquerda, essas flores brancas, fazem-me lembrar outros tempos, onde só havia matos e um simples trilho. Dão uns frutinhos que ninguém liga, mas até acho que devem ser bons. Mas cuidado porque eu não sei se esses são dos bons! 

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 Mas por arrelia do meu amigo NetSapinho, desisti, há dias, de colocar aqui os meus trilhos. Hoje procuro encontrar o meu amigo de bom humor e tentarei colocar aqui mais alguns dos meus trilhos, de rajada.

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Aqui assisti a um grande combate de amor ou por amor, entre dois melros. Depois o machão disse que a escaramuça fora apenas para me divertir!

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 Nos meus trilhos, estavam as minhas dedaleirs do ano pasado. 

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E estas já estão a caminho! Mas estes trilhos são, na minha cabeça, um hino à Natureza. Estamos a ficar sem estas coisas boas para nos contentarem na nossa caminhada. É uma beleza sentirmo-nos acompanhados pelos nossos parceiros de caminhada sem abusos de parte a parte. Nestes trilhos as borboletas, os tira-olhos, os pássaros, são companhia estimulante para continuarmos a estucar a peugada. Agora que vem aí a Primavera e o Dia da Árvore, pensem como são belas as árvores e como poderemos ser bem mais felizes junto deleas. 

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 Claro que na nossa caminhada estamos sempre sujeitos a acidentes de percurso. Uma grande teimosia de Eolo em barrar-me o caminho! Prossigamos na nossa caminhada ...

 

 

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A casa velha, implantada na serra do Cercal, debruçada sobre o rio Mira

Um passeio

Um passeio à beira-mar. Começou com os meus sapatos. Até parecia um rato na ratoeira, mas foi o que se arranjou. Tudo por causa da Joana! 

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 Sentei-me numa pedra, olhei e avancei

 Depois de ficar desapontado, olhei em volta e encontrei este amigo, sentado numa folha de "agavea america", será(?), a observar a paisagem. Perguntei-lhe o que fazia e ele disse-me que fazia o mesmo que eu, apenas se sentia desapontado com a vida, com o mundo ...

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Olho, olho, olho, e nada! Depois de ter visto estes dois a brincar comigo, cheguei à conclusão que o mundo continua muito mal feito. O Matias e a Magda, brincavam felizes e este e outros amigos tentam apenas sobreviver.

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 Gatos felizes - não estragues Magda, que isso é do Ventor!

Mas este amigo, olhou-me e perguntou-me que fazia por ali. E eu refiz a pergunta à qual ele respondeu logo. Enquanto tu passeias, Ventor, eu tento sobreviver! Costumo vir até aqui ver se me arranjam algo para mitigar a fome. Às vezes aparecem por aqui uns pescadores simpáticos que dividem comigo o que apanham. Outras vezes, aparecem outros que nem sabem o que fazem neste mundo. A vida corre-lhes mal e vingam-se em nós, os gatos. É mais fácil bater em gatos que em homens! Mas olha que a tua figura, Ventor, por outras razões, não está melhor que a minha. Não sei se te safas com esses sapatos por aí! Deixa lá os meus sapatos que a ti nada afectam. Caí aqui de paraquedas e pronto, tenho de me levantar e andar. Para mim, seria bem pior andar por aqui descalço!  

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 Um gato preto à pesca. De peixe, claro!

Lembrei-me do salto do Matias, de manhã, e da sua felicidade em partilhar um pouco do seu tempo comigo. Depois pensei se terá de ser sempre assim! Será mesmo necessário que à felicidade de uns se contraponha a infelicidade de outros?  

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 Matias em voo rasante!

Depois meti os sapatos a caminho e comecei a ver passar os comboios. De repente voltei ao passado. Estava na célebre linha de Cascais!

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 Apita o comboio, deixai-o apitar!

Depois, pouco mais tinha para ver, a não ser as minhas amigas da beira-mar. Esta, ficou arrepiada ao ver a minha cara por ali. E começou a gozar comigo! "Sera que estou a ver bem"? «Estás, estás, sou eu»!

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  A minha amiga gaivota

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  A gaivota afoita

Bolas, Ventor, que isto não está para brincadeiras.  

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  A atrapalhação

 Atrapalhada, a minha amiga resolveu fazer um voo baixo sobre a minha cabeça e dizer: "adeus Ventor, vou indo"!  

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 Gaivota de abalada

E eu também parti de abalada, fazendo o meu rear-back para o Dafundo, voltar à Joana! Não sem me lembrar das flores da Maria. A Maria já gosta das flores, sabiam!  

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 As flores da Maria Teresa

 Vejam como a Maria Teresa, pensa nas suas flores e no Ventor.  

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 A Maria teresa magicando no mundo que nos rodeia

 Depois, ao voltar-me, de regresso ao início, da minha caminhada, eis-me de frente para a embocadura das ninfas.

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Uma maravilha - a embocadura das Ninfas!

 

 

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A casa velha, implantada na serra do Cercal, debruçada sobre o rio Mira

Já estamos os três

Os três. Eu, o Quico e a Senhora da cama 24. A Senhora da cama 24 já regressou à cama nº1.

Está ali encostadinha a comer um pero vermelho. Vermelho com as cores do seu Benfica. Também para comer coisas com as cores do meu Porto, não tem grandes hipóteses. Neste momento, nem com arandos azúis se safa. É que o azul é pouco mas é muito bom. Seja como for, é bem melhor estar sossegada em casa do que no desassocego dos hospitais. Eu sei que ela adora as pessoas que tentam fazer coisas e todos tentaram fazer coisas por ela.

Dizemos mal da nossa «saúde» mas as pessoas esfalfam-se para conseguir resultados e a senhora da cama 24 não é mal agradecida. Tinha um médico que nos disseram ser muito bom e que a iria operar no Hospital das Descobertas. Mas ela não gostou dele. Eu percebi porquê, mas nada de mal para esse médico. Sei que é um grande ortopodista. Ela foi à procura de outro e achou-o o ideal e foi! Nunca a largou!

Sarnou-o para a deixar vir embora e só hoje ele a olhou nos olhos e disse: "vá lá"! "Vá para casa, mas" ... Um bom médico, nos pareceu. Tenho a certeza que fez tudo o possível para tudo correr bem. Mas isto ainda não acabou. Ainda há muita confusão, muitos escolhos na nossa caminhada. A todos que se preocuparam com a senhora da cama 24, obrigado pelos e-mails enviados. Tudo de bom para vocês. A senhora da cama 24 manda beijinhos para todo(a)s e agradece.

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Uma papoila no meio das ervas do Quico, para a Clínica de Stº António na Reboleira com um grande obrigado. 

 

 

 

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A casa velha, implantada na serra do Cercal, debruçada sobre o rio Mira