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As Caminhadas do Ventor

... por aí

As Caminhadas do Ventor

... por aí

No cabeçalho, a ponte romana de Cangas de Onis, sobre o rio Sella. Uma maravilha por onde caminharam romanos, árabes e tantos outros.


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Um lago de Covadonga que retrata as belezas dos Picos da Europa, nas Astúrias


O Ventor saiu das trevas para caminhar entre as estrelas.
Ele continua a sonhar, caminhando, que as estrelas ainda brilham no céu, que o nosso amigo Apolo ainda nos dá luz e que o nosso mundo continuará a ser belo se os homens tentarem ajudar...

Depois? Bem, depois ... vamos caminhando!

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Castanhas para todos ...

... mais uma vez! Durante todo o ano, adoro ver os castanheiros. Quando estão carecas, lisos, sem folhas; quando as folhinhas começam a rebentar; quando as flores deixam a sua vez aos ouriços; quando, por esta altura do ano nos presenteiam com os seus belos frutos.

Adoro a Natureza e toda a beleza com que ela nos brinda e quase como um druida, sempre que posso, presto a minha homenagem às belas árvores que nos acompanham nesta nossa caminhada. Há dias, quando a minha companheira de velhos e novos trilhos, me olhava na Clínica que lhe deu guarida durante 14 dias e insuflava o seu peito com novo oxigénio de esperança me disse que no dia que saísse de lá, se não pudesse, iríamos no dia seguinte comer o nosso travesseiro a Sintra, eu comecei a ver os castanheiros de Sintra a homenagear a chegada do Ventor! Assim foi!

Ontem saiu da Clínica e hoje fomos a S. Pedro de Sintra comer o nosso travesseiro, no Café da Natália, uma prima emprestada que eu arranjei, com a ajuda de S. Pedro, por terras de Sintra. Eu chamo-lhe a prima Natália! Adoro aquele cantinho quer dentro de portas quer na Esplanada, mas hoje não havia Esplanada. No entanto lá estavam os castanheiros que me abençoavam o olhar que nunca se cansa de reparar neles. Por isso partilho convosco, mesmo que só em pensamento, as castanhas de Sintra.

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Eis uma das mensagens dos castanheiros - ouriços com castanhas

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Outra mensagem

Eu olhava os castanheiros ao mesmo tempo que sentia os ouriços caírem ao meu lado e sempre esperando levar com algum na corneta, lá fui apanhando um ou outro para trazer e mostrar à Joana e ao Tomás os produtos que eles já conhecem e que eu não me canso de lhe prestar a minha homenagem.

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Com um olho no burro e outro no cigano ...

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... lá espreitava se algum vinha com a força de camartelo que lhe está distribuída pelo nosso Anjo da Gravidade ...

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... mas, como se tratava do Ventor, o nosso anjo colaborou! Agora que a maquineta está pronta, venham comigo e vamos assar as castanhas!

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Uma beleza da técnica, uma fabriqueta pronta para assar castanhas

Tenho tudo e por isso, ofereço castanhas para todos! Mas não posso deixar de mostrar já as belas bolinhas vermelhas dos azevinhos de Sintra. Elas estão sempre presentes nas minhas caminhadas. Quando era miúdo não esqueço os melros que me indicavam os azevinhos como uma forma de beleza comum a mim e a eles nas nossas caminhadas de Outonos gélidos pelas minhas bouças da saudade.

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Azevinhos de Sintra

 

 

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A casa velha, implantada na serra do Cercal, debruçada sobre o rio Mira

"Chularia" nada mais!

Pois é... Disseram-me ontem numa tasca em Entrecampos, que a Associação Nacional de Municípios está a tentar cobrar uma taxa pelas dormidas nos hotéis.

Estes gajos são todos uns mamões. Eu penso até que são capazes de apertar as goelas aos pais para meterem uns cobres nas carteiras. Se eu não tenho nada a ver com o Turismo, já acho que tenho a ver com a perda do bom senso.

«Os partidos são uns "chulos" da sociedade e as Câmaras Municipais são seus antros». Foi isso que ouvi nessa tasca!

Bolas! Ainda bem que eu nunca fiz nada para me infiltrar nesses manicómios!

 

 

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A casa velha, implantada na serra do Cercal, debruçada sobre o rio Mira

Realmente!

Ao entrar numa tasca ali pelos lados de Benfica, sedento de algo fresco, devido ao mau comportamento dos meus amigos Apolo e Neptuno, um dá-nos calor, o outro não nos dá chuva, pedi um Ice Tea gelado.

"Oh, amigo" - apareceu logo uma voz de trovão a dar-me conselhos - "qualquer surrapa desta tasca é melhor que essa amostra de líquido doce, feito sei lá com que produtos"! E, quando eu me prpeparava para uma conversa sobre bebidas e como lhe dar uso, logo outra voz, mais calma e cheia de experiência (pelo menos, aparente), surgia com um jornaleco na mão e uma novidade.

«Vejam esta! O Marocas, disse em França, que Cavaco Silva é um homem sério e que foi um bom Primeiro Ministro, mas que não tem perfil para Presidente da República. Ah! Ah! Ah! ...

O meu interlocutor, de copo na mão, desvia-se lentamente de mim para o seu parceiro e replica:

"Pois é! Se calhar só têm perfil para Presidente da República homens que não sejam sérios e que tenham sido maus Primeiros Ministros".

"Se o homem o disse" - retorquiu o indivíduo do balcão.

Será mesmo? Eu não me apetece acrescentar nada.

 

 

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A casa velha, implantada na serra do Cercal, debruçada sobre o rio Mira

Eu acredito

Entrei em mais uma tasca, hoje, quando fazia uma grande chuvada. Entrei quase a voar e a primeira coisa que eu ouvi, foi: «O home não tem estaleca»!

Pensei que era para mim e que não teria estaleca para meter travões no chão molhado e evitar algum possível atropelamento nalgum dos presentes. Mas eu uso bons "pneus"! Mas não! Com o desenrolar da conversa apercebi-me que o homem que não tinha estaleca era o Carrilho.

E relamente não teve! Não. Não fiquei nada admirado! Vi logo no primeiro dia que tropecei nele, na TV, que não tinha mesmo estaleca! E dizem que se trata de um homem culto e por tal, até já foi ministro da cultura. Também se o PS, na altura, não arranjou melhor, é porque são mesmo muito pobrezinhos! O Carrilho, mais pareceu um arroaceiro, vivo prometedor de promessas, que um homem culto, durante a campanha eleitoral.

Só pelas poucas vezes que tive de o gramar, ouvindo-o, apetece-me deixar aqui os meus parabéns ao povo de Lisboa, por ter ponderado bem a sua escolha e parabens ao Engº Carmona Rodrigues pelo seu comportamento durante a campanha a que assiti, também, via meios de Comunicação Social. E querem saber uma coisa? Estou convencido que Dr. Manuel Maria Carrilho não aprendeu nada. Por isso, eu acredito que o homem não tem mesmo estaleca!

Agora falta ver o comportamento dos homens que, aparentemente, tiveram estaleca.

 

 

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A casa velha, implantada na serra do Cercal, debruçada sobre o rio Mira