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As Caminhadas do Ventor

... por aí

As Caminhadas do Ventor

... por aí

No cabeçalho, a ponte romana de Cangas de Onis, sobre o rio Sella. Uma maravilha por onde caminharam romanos, árabes e tantos outros.


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Um lago de Covadonga que retrata as belezas dos Picos da Europa, nas Astúrias


O Ventor saiu das trevas para caminhar entre as estrelas.
Ele continua a sonhar, caminhando, que as estrelas ainda brilham no céu, que o nosso amigo Apolo ainda nos dá luz e que o nosso mundo continuará a ser belo se os homens tentarem ajudar...

Depois? Bem, depois ... vamos caminhando!

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Cristo Redentor ...

... uma das 7 Maravilhas.

Corcovado!

O Corcovado é a base sobre a qual se levanta imponente, a estátua do "Cristo-Rei", ali mais conhecido como o Cristo Redentor e que tem uma altura de 38 metros sobre aquele belo morro, a quem os primeiros portugueses, quando chegaram ao local a que hoje chamamos Rio de Janeiro, olhando-o, lhe deram o nome de Pináculo da Tentação"!

O Corcovado

Mais tarde, por razões que escaparam ao vosso amigo Ventor lhe vieram a chamar - morro do Corcovado!

Mas o que realmente interessa, é que 36 anos depois da sua inauguração (12 de Outubro de 1931) numa Direcção da Força Aérea Portuguesa, na Av. António Augusto de Aguiar, em Lisboa, em 1967) eu e os meus amigos, companheiros de trabalho, tivemos uma conversa sobre as actuais (na época) belezas do Mundo e o Cristo Redentor já fazia parte delas!

Uma manhã, cheguei ao Café Monumental, na Av. Fontes Pereira de Melo, juntinho ao Saldanha, e olhei para a Papelaria desse café e vi uma revista que já não recordo o nome que resolvi comprar. Entrei, e enquanto comia o meu croissant recheado e bebia o meu café, fui desfolhando essa revista, na qual, por qualquer razão, vinha uma foto da Catedral de Chartres. Levantei-me e segui para a DSCTA (Direcção dos Serviços de Telecomunicações e Tráfego Aéreo) onde decorreu normalmente o meu trabalho da manhã.

À hora do almoço, sentei-me numa secretária, no Gab. dos Srs. Major Mota Martins e Major Costa e, enquanto conversávamos (éramos sete), o Sr. Major Costa, tirou-me a revista das mãos para folhear e quando topou com a foto da Catedral de Chartres, pegou no tema da conversa que eram as maravilhas conhecidas do Mundo Antigo. Virou-se para mim e disse apontando a foto: «sabes Ventor, que esta é, para mim, uma das primeiras maravilhas da actualidade? Para mim, do que conheço, há neste momento, no nosso mundo, três maravilhas, que são: a Cateddral de Chartres, a Baía de Luanda e a cidade de Rio de Janeiro com o Cristo Redentor»!

«Não acredito que haja nada mais lindo que abraçar, desde o Corcovado, toda a cidade do Rio de Janeiro, do que ver um pôr-de-sol na Baía de Luanda, ou apreciar a Catedral de Chartres e os seus fabulosos vitrais. Claro que há outras coisas lindas para ver neste mundo e entre elas as cidades de Lisboa e de S. Francisco. Mas há uma coisa em que tenho pensado e cada vez me convenço mais disso. Das cidades que conheço, as que eu mais gosto são, Rio de Janeiro, Lisboa (a nossa Lisboa) e S. Francisco».

«Para mim, as cidades de Lisboa e S. Francisco foram feitas pelas mãos dos homens e a cidade de Rio de Janeiro foi feita pelas mãos de Deus! E tudo indica que sim porque, à chegada, chamaram-lhe Vera Cruz e agora tem o Cristo Redentor a abraçá-la»!

O Cristo Redentor e Rio de Janeiro - foto envida por Any

Tudo isto já foi há 40 anos, mais ou menos como eu o descrevo! Hoje não sei dos Majores Costa e Mota Martins, nem dos outros, mas sei que por esse mundo fora, mesmo não votando, haverá muitos majores Costas e muitos de nós que estarão de acordo sobre todo o sistema que compõe a beleza intrínseca do composto Corcovado, Cristo Redentor e Rio de Janeiro. E acho que os brasileiros deverão estar, estarão concerteza, orgulhosos das suas belezas e muito, de certeza, da sua 7ª Maravilha.

 

Claro que haverá muitas maravilhas que nem propostas foram para votação e muitas delas já faladas no meu tempo em que usava a águia. Ainda um dia destes, deitado num hotel em Léon, com um pequeno fulheto na mão, lia o que os espanhóis me diziam sobre Léon, e a sua Catedral e tomei nota desta referência. Uma das maiores e mais antigas catedrais da Europa com 1.800 m2 de vitrais, os mesmos que a Catedral de Chartres.

 

Para terminar, deixo aqui os meus parabéns a todo o Brasil pela sua 7ª Maravilha deste nosso mundo.

 

 

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A casa velha, implantada na serra do Cercal, debruçada sobre o rio Mira

SETE MARAVILHAS ...

... da Blogosfera.

 Este blog foi indicado pela Emanuela para as

Como não podia deixar de ser, sinto-me na obrigação de agaradecer à Emanuela esta linda distinção.

Como há regras para tudo e como estas regras findaram um dia antes em que entrei para estugar o passo, em mais uma caminhada, morreu aí a minha possibilidade de fazer as minhas nomeações para as 7 Maravilhas da Blogosfera.

Mas pronto! Também, devido a isso, escapei à tentação de fazer escolhas, coisa que não gosto nada. Nada mesmo! Não foi por acaso que não votei em nenhuma das Maravilhas que foram ontem declaradas para Portugal e para o Mundo.

 As Maravilhas são tantas que eu, nessas coisas, prefiro que sejam os outros a decidir e pensar: «votarem na A, na B, na ... e pronto está bem! Não foi o meu voto que empurrou esta e puxou aquela ... Fico melhor assim.

Tudo isto porque as Maravilhas são mesmo maravilhas. Talvez até aproveite para falar por aqui sobre uma ou outra. Sim porque eu fiz as minhas escolhas, apeasr de não votar.

Quanto às Maravilhas da Blogosfera, é evidente que não me iria custar muito, porque as escolhas não seriam assim tão vultuosas. Preocupar-me ia com um ou outro amigo (a) que pass por aqui e deixa a sua marca e pronto!

De qualquer maneira, deixo aqui o meu apreço ao blog o Sentido das Coisas por ser o criador e à Emanuela por se lembrar de indicar a Caminhada do Ventor como uma das 7 Maravilhas da Blogosfera. Tu sim uma maravila!

Vamos ver se para a próxima tudo corre melhor!

Mas deixo aqui bem claro que há belíssimos blogs que vou encontando nesta minha caminhada pela Blogosfera. Para todos os votos do Ventor para que não esmoreçam e vão caminhando em prol daquilo que vos pareça melhor.

Eu continuo na peugada do índio.                          

 

 

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A casa velha, implantada na serra do Cercal, debruçada sobre o rio Mira

Com Tomates

Com os tomates não se brinca!

Nem mesmo se temos um blog de tomates!

O que eu queria mesmo era ter uma horta completa, com tomates sim senhor, mas também com cebola, pimentos, coentros, salsa, rabanetes, ... sei lá!

E que também não me faltassem, lá, ervas para o meu Quico!

Seria bom! Mas à medida que o tempo passa eu sinto-me cada vez mais calão. Por isso, no meio de toda esta calanzisse, se consegui produzir pelo menos dois tomates, já não foi nada mau!

Vale mais dois tomates que nada e, por essa razão, agradeço a quem teve a delicadeza de me relembrar que neste mundo há hortas e que, nelas, ainda se podem produzir, entre outras coisas, tomates. Daí a nomeação do meu blog para ser brindado com tomates, produto da horta. Nada mau para quem se senta aqui, tem netcabo cansada, um NetSapinho inchado e sem forças e, assim, apenas pensa passar com o "tractor" e arrasar a horta toda.

Mas tudo bem!

Vou ver se consigo fazer com que a horta se mantenha mais algum tempo  e lembrar a outros que neste mundo é preciso, de facto, saber tratar da horta para ter belíssimos tomates. Pelo menos que cada um tenha dois, pois dois é a conta para uma boa salada.

Pois bem, regras são regras e embora eu seja um cumpridor de regras, pelo menos as boas regras, às vezes levo tempo, mas nem imaginam o esforço que fiz para cumprir esta.

A falta de tempo, ou da boa gestão dele, os falhanços tecnológicos, a dificuldade de opção, só agora me permitiram fazer o papel que me compete:

Como já perceberam, a Caminhada do Ventor, foi indicada pela nossa amiga, Melissa Yedda, dos Antigos Caminhos, como um Blog com Tomates, aquele que luta pelos direitos fundamentais do ser humano, embora eu reconheça que, na minha caminhada, tenha torcido mais pelos bichos. Torcendo pelos bichos, torço por aqueles que têm pouca ou nenhuma protecção, e torcendo por eles, torço por um mundo melhor, e torcendo por um mundo melhor, em última instância, torcerei pelo bem da humanidade.

Agradeço à Melissa, por se lembrar de... de vez em quando, caminhar a meu lado e também pela sua nomeação. Agora, conforme a regra, indico os seguintes cinco Blogs, como sendo Blogs com Tomates:

 

Grilinha - https://grilinha.blogs.sapo.pt/

Formiguinha Atómica - https://formiguinha.blogs.sapo.pt/

Crónicas da Anatólia - https://cronicasdaanatolia.blogspot.com/

Gatinhos Voadorees - https://gatinhosvoadores.blogspot.com/

Ecos do Tempo - https://ecosdotempo.blogs.sapo.pt/

 

E agora, em conformidade com as regras, cada blog nomeado poderá indicar cinco novos blogs.

Para todos vós, os nomeados e os que não o foram, votos de uma bela caminhada pela Blogosfera.

 

 

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A casa velha, implantada na serra do Cercal, debruçada sobre o rio Mira

Águia Real ...

... a mais bela "penuda" das minhas Montanha Lindas!

Pois é amigos. É uma tristeza quando somos atingidos pela mais pura das verdades! Senão vejam:

Em Agosto de 2006, depois de ter conhecimento daquele terrível incêndio que fustigou por muitos anos, as Minhas Montanhas Lindas, senti um impulso enorme para ver, in loco, todos os estragos que ele causou. Reparei que foi muito pior do que aquilo que a informação fez correr. As zonas da serrania onde quase ninguém vai, estavam literalmente destruídas e não vale a pena voltar a repetir aqui, os estragos levados a cabo no aspecto ambiental.

Mas eu não andei só a verificar os estragos do incêndio, também andei a ver as maravilhas que os séculos permitiram que chegassem até nós, tal como, por ex: o Mosteiro de Ermelo! Um dia falarei aqui do Mosteiro de Ermelo. Hoje vou falar-vos, mais uma vez, duma das mais belas companheiras, penudas, das minhas caminhadas - a Águia Real!

Na minha visita ao Mosteriro de Ermelo, em 24 de Agosto de 2006, subi e rodei por trás do belo Monte Gião. Tinha visto que o rio Lima, em mais um troço da sua caminhada, fora engolido por mais uma barragem que creio ter o nome de Touvedo. Nesse troço, junto ao Mosteiro de Ermelo, corriam, noutros tempos, as águas irrequietas do Lima, cantarolando de penedo em penedo laudas às belezas que das encostas as olhavam,

Depois de apreciar aquela bela obra do mosteiro e de ver a base das margens do Lima, (onde a D. Teresa também apreciava os encantos da paisagem), afogadas nas águas da barragem, comecei a subir as fraldas da montanha que nos transporta a vista encosta acima, até ao pico mais alto das proximidades - o Monte Gião.

Quando fiquei à vista daquele monte "sagrado", topei, no seu horizonte, com a Águia Real.

 

Imagem, retirada da Wikipédia, representante da Águia Real

Sinto-me sempre deslumbrado com a impunência da águia real voando e tentando enxergar as encostas das montanhas. Já há muitos anos que não via, tão nitidamente, aquela bela amiga, deliciada a fazer acrobacias para mim!

Parei o carro, numa subida íngreme, para apanhar a máquina e tentar fotografá-la enquanto ela descia a encosta da montanha em minha direcção.

De repente, girou para a esquerda e dirigiu-se para o Mesio, enquanto eu,  insuflado de grande esperança, segurava a máquina convencido de que ela se arrependesse da direcção tomada e regressasse para um diálogo comigo. Mas nunca mais a vi!

Eu sei como seria esse diálogo, mas senti que ela teria vergonha de mim e sei que se a conversa se realizasse, seria mais ou menos assim:

 

Uma Águia Real, vivendo só, aprisionada no Zoo de Lisboa

«Perdi os anos, Ventor! Perdi os anos a esperar-te, mas tu poucas vezes apareceste para voltarmos a rever, juntos, as nossas Montanhas Lindas. Por isso, não quero voltar às conversas de outros tempos. Não esqueço que és humano e, como tal, pertences à pior das espécies que povoam o planeta zul e, que tudo faz, consciente ou inconscientemente, para destruir a nossa vida, a vida de todos os animais que sempre viveram nestes belos montes.

Vivo só, Ventor!

Já não tenho família. Todos os meus morreram! Apenas fiquei eu e o meu ninho, mas gora, nem ninho tenho. O fogo levou-o!

Fizeram com que grande parte do meu mundo fosse icenerado e nem o meu ninho ficou. Agora estou velha e, com a destruição provocada por este incêndio, nas minhas fontes de vida, já pouco durarei.

Eu poisava no meu ninho e ficava, por ali, horas a pensar na família que perdi. O meu companheiro deixou-me para sempre e os meus filhos morreram também, ou foram mortos por gente sem escrúpolos. Só, do meu ninho, espreitava o horizonte a ver se algum dos meus chegava. Mas nunca mais chegaram! Os anos passavam e eu verifiquei que fiquei só para sempre e, um dia destes, tombarei no chão das nossas montanhas, sem ter nenhum dos meus a chorar-me para me.

Passarei o resto da minha vida, só. Morrerei só, Ventor!

Se um dia voltares a pisar o horizonte das nossas belas montanhas, olharás em redor, verás cabeços e vales profundos e pensarás em qual desses locais eu terei tombado para sempre.

O meu corpo será consumido por bichos que, como eu, sobreviveram à catástrofe, mas talvez alguma das minhas belas penas chegue até ti levada pelo vento.

Então tu chorarás só, naquelas que deixarão de ser as minhas montanhas mas que, ainda por algum tempo, continuarão a ser as tuas, com a graça do Senhor da Esfera.

O nosso amigo Apolo afagará o teu rosto sacudido por uma brisa gelada que circulará em teu redor, enquanto tu continuarás a perscrutar o horizontes tentando ouvir as nossas belas canções trazidas pelo vento e procurando a tua amiga de sempre. A tua Águia Real»!

 

 

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A casa velha, implantada na serra do Cercal, debruçada sobre o rio Mira