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As Caminhadas do Ventor

... por aí

As Caminhadas do Ventor

... por aí

No cabeçalho, a ponte romana de Cangas de Onis, sobre o rio Sella. Uma maravilha por onde caminharam romanos, árabes e tantos outros.


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Um lago de Covadonga que retrata as belezas dos Picos da Europa, nas Astúrias


O Ventor saiu das trevas para caminhar entre as estrelas.
Ele continua a sonhar, caminhando, que as estrelas ainda brilham no céu, que o nosso amigo Apolo ainda nos dá luz e que o nosso mundo continuará a ser belo se os homens tentarem ajudar...

Depois? Bem, depois ... vamos caminhando!

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O Travesseiro ---

...ou travesseiros, pela beleza de Sintra!

Um pombo bravo que quis dois dedos de conversa

Um coelho bravo mais um amigo do Ventor

Mais amigos do Ventor que quiseram dar-me as boas vindas

Mais uma vez vou ter de falar-vos dos travesseiros. E porque não das queijadas, dirão vocês! Não falo de queijadas porque são os travesseiros o meu programa para as festas. Comer dois travesseiros, beber um café e dar uma caminhada por Sintra ou seus arredores é um dos meus momentos favoritos, sempre que posso.

Ontem foi um desses dias.

A beleza das deladeiras, tem feito parte das minhas caminhadas

Eram recantos destes que, noutros tempos  as cobras ameaçavam o Ventor, Dedaleiras, fetos, ervas e o terrível vibrar sibilino de cobras gordinhas e parece que conheciam como eu me queria ver longe delas!

Mas as dedaleiras são mesmo um encanto!

Fomos a S. Pedro de Sintra, ao Café da "minha prima" Natália e como não podia deixar de ser, bebi o café e comi os dois travesseiros da praxe! Deixei a Dona do Quico e a avó do Tomás, ali, cavaqueando abrigadas do frio e parti para a voltinha que sempre gosto e depois desta terminada, lá fomos para observar se haviam por ali alguns dos animais que me vão animando nestas belas caminhadas sintrenses. Mas nada!

Em Adrão chamamos-lhe "estroques"

Os galegos chamam-lhe "stroks"

Soprando na flor e apertando o ar lá dentro, dá um "estrondo" tipo bomba de carnaval

Mas encontrei outros belos "rapazolas" para me acompanharem na apreciação das belezas daquele local. Ao encostar o carro num trilho de terra, reparei que um coelho, todo empinado e sustentado nas patas trazeiras nos ia observando como se nós fossemos uns marcianos acabadinhos de chegar. Tirei a máquina, preparei o "shot" mas, pareceu-me ouvir ele dizer: "na, na! Querias? Paparasis não"! E, em dois pulitos, entrou no silvado.

Não é por acaso que, de vez em quando, encontro por aqui aves de rapina. E melhor que eu, elas vêm bem os coelhos

Saí do carro, utilizando o meu passo de leopardo e fui-me chegando, sorrateiramente, tal como um caçador faria, mas não o vi. Olhei para a minha direita e vi um coelho, em grande velocidade, seguir a linha do horizonte e também não deu para dar gosto ao dedo. Ainda pensei que fosse o mesmo coelho mas parecia-me impossível. Encontrei dedaleiras e esqueci-me logo aqueles "anti-paparasis". Segui o trajecto das dedaleiras e fui disparando mas, quando dei por mim, andavam os coelhos todos entusiasmados num frenético vai e vem, por entre as dedaleiras, a observar-me e controlar-me!

Observar, calmamente, as flores da macieira liberta-nos do aprisionamento do stress

Podem acreditar que aqueles malandros estão bem organizados!

Então, tirei o som da máquina e, como quem não quer a coisa, dediquei-me às dedaleiras e, assim, entretinha-me com a beleza das dedaleiras e com a organização dos coelhos e entretinha-me, também, a disparas para ver se, apesar de ser longe, obtinha alguma foto de jeito. Mas, assim, quem fica sem jeito sou eu! Os coelhos iam caminhando por entre as dedaleiras e eu ia observando aquela rapaziada e disparando sempre.

Depois fui ver uma velha macieira que se enfeitou com as suas belas flores para me receber e, visto de mais longe, lá estava o primeiro coelho controlador que quase me fazia lembrar uma marmota observando tudo à sua volta. Depois voltei a ver mais coelhos entre as dedaleiras, uns observando-me e outros a fazerem a sua vida normal como quem não quer a coisa.

Imaginam como serão os campos de produçãp de lavanda em França? Uma beleza!

Por todos os motivos e mais alguns, Sintra continua a ser o meu campo de ligação ao passado. É por lá que vou observando os grandes arvoredos, os animais que, nos velhos tempos, animaram a minha alvorada. Por ali está tudo presente!

Vacas, cavalos, ovelhas, cabras, burros ... coelhos, perdizes, pombos bravos, pica-paus, ... os carvalhos, os sobreiros, as silvas com as suas amoras, o tojo, os fetos, as dedaleiras ... enfim!

Uma beleza branca, que me dá os bons dias, as boas tardes e as boas noites ...

... pois são bolbos lindos, branquinhos aqui ao pé da porta

Para além de tudo isso, Sintra, tem muitas belezas sem fim e tem, também, as queijadas e os travesseiros.

Nada mau para fugir à rotina citadina, ao betão, ao bulício ...

Assim, tento também dar algum ânimo à dona do meu Quico e a mim.

Também ao pé da porta, a flor da salsa

 

 

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A casa velha, implantada na serra do Cercal, debruçada sobre o rio Mira

Páscoa de 2009

Uma boa Pascoa de 2009 para todos vós, velhos companheiros.

Cheia de amêndoas boas e da saúde que tanta falta nos faz. Tal como ontem, em 1968, hoje continuaremos juntos.

 

Na Páscoa de 1968, em Marrupa

Para os que resistem, deixo aqui um grande abraço. Para os que foram andando, um olá cheio de esperança de que o Senhor da Esfera os tenha junto Dele.

Para todos os que passam por aqui, também os votos de que nada de bom vos falte nesta Páscoa de 2009 e por diante.

As minhas três amêndoas, de Marrupa, já estarão assim na minha mente

 

Flores e amêndoas para todos vós com a Esperança de que tudo seja como eu peço ao Senhor da Esfera, para mim e para vós.

As cores da Páscoa serão para mim, muitas. Deixo-vos aqui, representadas, as azúis ...

... e aqui as brancas

Deixo-vos também os cordeiros de Deus que tiram os pecados do mundo

 

 

Abram o pacote ....

coloquem na taça ...

... e comam as vossas três amêndoas

Eu, como costumo fazer todos os anos, comerei mais três amêndoas, 41 anos depois.

Para todos vós ...

                      .... uma Páscoa Feliz

 

 

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A casa velha, implantada na serra do Cercal, debruçada sobre o rio Mira

Futebol Clube do Porto - na Raça!

Às vezes vejo a bola.

Às vezes não vejo a bola.

Ontem, apeteceu-me ver a bola.

Um jogo de futebol é um jogo como outro qualquer onde se joga bem e pode-se perder, e onde se joga mal e pode-se ganhar.

Ontem o meu Porto jogou bem e empatou.

Jogou como por vezes se diz - na Raça!

O Estádio do Dragão que fotografei, em Agosto de 2006, de dentro do carro em andamento, na subida do Freixo, quando rumava direito às minhas Montanhas Lindas

Quando vi o erro cometido por aquele grande jogador chamado, Bruno Alves, não cretiquei, não barafustei, não insultei, mas pensei que a minha rapaziada poderia perder a cabeça. Lembrei-me do descalabro no Arsenal de Londres.

Mas não. A Força estava com eles!

Ao apontar a objectiva por estes buracos dentro, apercebi-me de como era lindo o casarão do meu Porto

Num jogo de futebol, normalmente tudo acontece. Os jogadores cometem erros por muito que se esmerem num ou noutro sector, ou em todos. Há sempre possibilidade de errar no Ataque, no Centro ou na Defesa.

E, por vezes, também há dias que não devíamos ter saído de casa, ou não se deve entrar em campo com o pé esquerdo, ou ...

No momento do falhanço do Bruno Alves, pareceu-me que ele tinha um objectivo. Liquidar a pressão dos adversários com aquela passagem para o guarda-redes, a partir de onde se reorganizaria o jogo e planearia um novo ataque.

O inglês teria outra visão. Evitar isso e pressionando o Bruno, obrigá-lo a jogar para a frente para não perderem a possibilidade de continuarem a pressionar e tentarem desmantelar a boa organização dos portistas. Mas nestas coisas há sempre uma estrelinha, essa que permitiu ao inglês muito mais do que aquilo que pretendia.

Tudo isto faz parte dos jogos.

Por isso, sabendo disso, eu não me irritei com o Bruno Alves. Não lhe chamei nenhum nome feio, daqueles que põem os cabelos em pé ao Tin-Tin. Apenas lhe pedi baixinho para não se deixar desmoralizar.

Mas o Bruno é um grande jogador. Ele sabe que os erros fazem parte dos jogos e que são esses erros que, normalmente, no futebol moderno, permitem que haja golos.

Estas imagens deixaram-me a sensação de que tudo por ali será airoso. O monumento e os homens que lhe dão sustentáculo

Para a semana, de hoje a oito dias, iremos ter o jogo tira-teimas. Nesse tira-teimas, quero deixar aqui para os grandes jogadores do Futebol Clube do Porto um grande abraço.

Eu sei, eu acredito que, nesse jogo, eles tudo farão para, na raça, obterem mais uma vitória.

Mas se a estrelinha não quiser, nada a fazer!

Somos todos habitantes da Esfera e as estelinhas não são para todos. Tenho a certeza que, qualquer que seja o resultado, os jogadores do FCP continuarão a ser um belo sustentáculo do nosso futebol, fora de portas.

Boa sorte, rapaziada!

 

 

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A casa velha, implantada na serra do Cercal, debruçada sobre o rio Mira