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As Caminhadas do Ventor

Pelos Trilhos da Memória

As Caminhadas do Ventor

Pelos Trilhos da Memória

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Como sabem, o Ventor saiu das trevas para caminhar entre as estrelas.
Ele continua a sonhar, caminhando, que as estrelas ainda brilham no céu, que o nosso amigo Apolo ainda nos dá luz e que o nosso mundo continuará a ser belo se os homens tentarem ajudar..


17.10.09

Comemoração


Ventor

Hoje dei uma caminhada por Belém.

De Belém, temos sempre algo para observar - o Bugio, por exemplo

Faz parte de uma rotina de sapa nas minhas caminhadas. Conversar com o rio Tejo, com a Torre de Belém, com o mosteiro dos Jerónimos, com o Pavilhão que enfeita tudo aquilo que foi a nossa grandeza como país, como nação, como povo. Caminhar e conversar sempre!

  

De repente, fui apanhado de surpresa por estes dois aviões em passagem baixa, sobre o restaurante mexicano

Faz também parte da rotina das minhas caminhadas a visita que faço ao muro das nossas lamentações no Forte do Bom (mau!) Sucesso. Hoje foi mais uma dessas visitas. Estava, por ali, tudo muito animado e caminhei conversando com os meus amigos de sempre que nos deixaram e com outros bem presentes.

Fui-me aproximando da animação

Reparei naquela velha cruz que me é tão familiar e em cujas "asas" dei grandes e belas caminhadas também

Comecei a fazer perguntas e obter respostas.

Fiquei, então, a saber, o que a nossa velha cruz escondia e, por isso,  hoje era dia de festa pois ia ser inaugurado, junto aos muros do Forte do Bom Sucesso, um pequeno monumento para homenagear, os primeiros 100 anos da aviação, em Portugal. Segundo me informaram, foi em 1909 que, para desenvolvimento da aeronáutica portuguesa, foi fundado um Clube e que foi, também, em 17 de Outubro de 1909 que levantou voo, em Belém, Lisboa, o primeiro "avião" - o Voisin - que era francês e era pilotado, também, pelo francês, Armand Zipfel.

Estariam ali, cerca de 5.000 pessoas, para assistir ao primeiro voo aeronáutico, em Portugal que alcançou cerca de 200 mts a que, então, chamaram "o pulo de Zipfel"!

A festa era da aviação, mas os meus amigos de sempre eram guardados pela marinha

Mas, no Tejo, há sempre festa!

Nas suas águas há semprre os enfeites dos desportos náuticos

E isso torna sempre as suas águas mais bonitas

Parti para o almoço com vontade de voltar. Queria ver destapar o monumento e sentir bem viva a mensagem que nos transmitia, queria ver os aviões regressar, em voo baixo, para cumprimentar os presentes e saudar o passado. Mas não deu. A minha dôr de cabeça não me facilitou a repetição da caminhada e fui dormir toda a tarde.

Depois, mesmo sem vontade de espreitar por esta janela, acabei por dar luta ao mau estar e, quase de olhos fechados, acabei por vos mostrar, uma pequena caminhada incompleta.

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A casa velha, implantada na serra do Cercal, debruçada sobre o rio Mira

11.10.09

18 Meses Depois


Ventor

A beleza de uma caminhada ...

... mesmo em frente do nariz!

Olhar, pensar, meditar, ... sobre aquilo que temos em frente do nariz!

Mas hoje, 18 meses depois, mesmo não sendo uma caminhada natural, mesmo sendo com o apoio de uma "limusine", já deu para descer e subir alguns degraus e para olhar, cumprimentar e dar algo aos amigos do Quico - pão e bolacha de aveia.

Se o Quico estivesse no seu miradouro teria observado tudo e teria vindo à escada contente receber a sua dona que, com algum sacrifício, tentou acompanhar o Ventor numa pequenina caminhada.

Mas não foi mau! Foi ver os amiguinhos do Quico, sentir a alegria da sua presença, dar-lhe algo e sentir a tristeza de não ter o Quico a observá-la. Foi uma caminhada curta mas foi uma caminhada de esperança.

Queiramos ou não, continuamos a chorar pelo Quico, o nosso companheirinho de 12 anos e de muitas alegrias.

Mas vimos a família Pingas (os cisnes), os patos, os pombos e, para azar do Ventor, não estavam lá as netas da Izabelinha, a bela família das galinhas d'água. Sumiram completamente! Mas também, num domingo cheio de gente, não seria de esperar outra coisa.

Que as ninfas das águas e dos rios, as protejam!

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A casa velha, implantada na serra do Cercal, debruçada sobre o rio Mira

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