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As Caminhadas do Ventor

... por aí

As Caminhadas do Ventor

... por aí

No cabeçalho, a ponte romana de Cangas de Onis, sobre o rio Sella. Uma maravilha por onde caminharam romanos, árabes e tantos outros.


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Um lago de Covadonga que retrata as belezas dos Picos da Europa, nas Astúrias


O Ventor saiu das trevas para caminhar entre as estrelas.
Ele continua a sonhar, caminhando, que as estrelas ainda brilham no céu, que o nosso amigo Apolo ainda nos dá luz e que o nosso mundo continuará a ser belo se os homens tentarem ajudar...

Depois? Bem, depois ... vamos caminhando!

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Passeio

Oportunidade única!

Num local onde, de momento, estas flores são uma pequena festa à vida, eu passei, há dias, numa das minhas caminhadas. Já há algum tempo que vivo sem música, sem flores ou com poucas e submergido numa grande tristeza. Em pouco tempo, perdi três amigos. O Quim, a Maria Luisa e o homem do Quiosque (o António), um amigo.

Partiram de rajada! O Quim e a Maria Luisa, depois de muio sofrimento. O António de repente! Eu esqueci a vontade de ouvir música, a melhor das minhas companhias. Além disso, a minha coluna não me tem ajudado muito, posso mesmo dizer nada, e tenho caminhado sobre três caminhos: a tristeza, a dor e o caminho real que piso.

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Flores selvagens embandeiradas para mim

Tenho visto muitos besouros, algums azuis, que não vejo há muitos anos, mas no meio destas flores vi o mais belo de todos! De repente, apareceu a um metro de mim, em voo parado, na vertical, estilo helicoptero e aguardou que eu ligasse a máquina e tudo, olhando-me fixamente. O seu corpo era de um amarelo dourado esbatendo para o azul e, as suas asas, eram de um azul lindo, rendilhadas por onde penetravam os raios luminosos do meu amigo Apolo.

Falei para ele, chamei-lhe coisa linda e pedilhe para aguentar aquele voo parado, enquanto ligava a máquina e me preparava para o fotografar. Quando me preparava para disparar ele arrancou rumo a ocidente de encontro ao sol, vestindo cores fabulosas! Nessa mesma tarde, arrastando-me, fui três vezes àquelas flores mas nunca mais vi aquela maravilha de insecto.

Agora estou pelo beicinho para apanhar aquela maravilha. Será que voltarei a vê-lo? Depois de pensar bastante, até me parece que aquele insecto foi uma mensagem a dizer-me que o mundo é lindo e devemos estar aptos a caminhar nele e com ele, abandonando as forças negativas que tentam apossar-se de nós!

 

 

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A casa velha, implantada na serra do Cercal, debruçada sobre o rio Mira

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