No cabeçalho, a ponte romana de Cangas de Onis, sobre o rio Sella. Uma maravilha por onde caminharam romanos, árabes e tantos outros.
Umlago de Covadongaque retrata as belezas dos Picos da Europa, nas Astúrias
O Ventor saiu das trevaspara caminhar entre as estrelas. Ele continua a sonhar, caminhando, que as estrelas ainda brilham no céu, que o nosso amigo Apolo ainda nos dá luz e que o nosso mundo continuará a ser belo se os homens tentarem ajudar...
Não posso falar nas minhas Montanhas Lindas sem deixar aqui a minha homenagem a todos os bombeiros portugueses.
Há dias, quando estive lá nas minhas montanhas, encontei na minha fonte preferida uma viatura amarela do serviço de bombeiros de uma empresa florestal, creio que da Soporcel ou Portucel ou então, bombeiros de Arcos de Valdevez ao serviço dessa empresa. Conversamos sobre tudo e não sobre o que faziam ali, pois isso eu soube logo e o tempo era pouco para outras conversas. Apenas lhes perguntei se o Helicóptero não teria dificuldade em sacar a água da represa que inventaram à pressa. Achei que eles estavam com a mesma dificuldade que eu. Incertezas!
Jipão caminhando entre as Fontes e a Cascalheira
Há dias, em mais uma das minhas caminhadas pela Lagoa Azul na serra de Sintra, estava lá este autotanque dos bombeiros de Sintra em vigília, para qualquer eventual necessidade de intervenção. Prevenir será sempre melhor que remediar.
Autotanque na Lagoa Azul
Mas, mais que isso, senti uma vontade enorme de ser bombeiro, quando numa emissão de televisão, estava a ver as desgraças que vão lá pelo Norte de Portugal em matéria de incêndios e também pela Galiza, ao mesmo tempo que ouvia que: bombeiros de Portugal estão a ajudar os nossos companheiros de caminhada, os galegos, a fazer frente ao pesadelo de incêndios que tinham de enfrentar.
Ao mesmo tempo, reparava nas viaturas presentes nessa luta feroz contra os incêndios na Galiza e consegui identificar duas: Bombeiros Voluntários da Amadora e Bombeiros Voluntários de Barcarena. Senti uma grande vontade de estar lá a ajudar e a abraçar aqueles homens por levaram tão longe o seu esforço na luta por um bem comum a todos nós.
Senti uma corrente enorme de solidariedade com esses homens, Bombeiros e GNR de Portugal a intervirem dentro de território galego, ajudando as suas populações.
Assim, quando caminhar pelas minhas Montanhas Lindas, levarei sempre na mente o esforço que vocês têm feito para as ajudarem a manterem-se mesmo lindas.
Obrigado Amadora, obrigado Barcarena, ....
Obrigado, amigos.
A casa velha, implantada na serra do Cercal, debruçada sobre o rio Mira
É verdade, Belmiro! Este país está feito só para alguns. É verdade que esses alguns têm cara de nabos que baste e que nem notícias sabem dar. Mas também é verdade que a programação florestal foi feita noutros tempos à pressa e irracionalmente e se isto é verdade, também é verdade que os incompetentes políticos saídos do 25 de Abril nada fizeram para melhorara as coisas. As montanhas do Norte são próprias para florestar e depois, segundo a cartilha desta malta é deixá-las e seja o que Deus quiser. É impossível apagar incêndios naqueles penhascos. Eu não sou Engº florestal mas qualquer cego conseguirá ver que estamos num país de mamões. Quando vejo na TV casas onde as pessoas morem rodeadas de matos que nem pólvora, prontinhas para arder, e nem esse mato conseguem cortar, estamos à espera de quê? Às vezes dá a sensação que querem arder mesmo. É uma tristeza este país. Quanto à Direcção do Parque Nacional da Peneda Gerês estar sedeada em Braga, é bem uma amostra da vontade que os gestores deste país sempre tiveram de mamar e não de realizar trabalho. Esses gajos não sabem nada de nada. Apenas sabem fazer papéis e pô-los a circular, porque, mesmo assim, são trabalhos que outros acabam por fazer. Se fosse a falar dessas coisas teria de ter cem blogs e não chegariam. Essa malta nunca aprendeu a nem vai aprender a chamar os bois pelos nomes! Um abraço. PS: Vai ser uma tristeza quando eu subir dos Arcos para o Mezio e ver aquelas montanhas todas negras. Espero que pelo menos os garranos do Gião tenham fugido para lugares mais seguros.
É uma tristeza ver todos os anos este espectáculo das nossas montanhas a arder. Este ano ainda não aconteceu, mas a minha serra, a Serra de Montejunto, todos os anos sofre deste martírio. O que está a acontecer de há uns anos para cá? Porque há tantos fogos e tão grandes? Sempre houve fogos mas não tinham esta dimensão. Será que teremos eucaliptos e pinheiros a mais? Será que veio tudo para a cidade e abandonaram as matas? Será que a população que lá ficou (velhos quase todos) não têm forças nem meios económicos para limpar os pinhais?
caro amigo, o auto-tanque de Sintra, na foto, estava na Lagoa Azul. Eu falo das viaturas de Barcarena e da Amadora que estiveram a ajudar os galegos. Acho que o texto é bem explícito!
Pelágio, usou a cruz da vitória na batalha de Covadonga e D. Afonso II, o Casto, Rei das Astúrias, sabia que essa cruz tinha sido feita de madeira de carvalho e achou que as Astúrias mereciam uma cruz melhor. Por isso mandou fazer a Cruz da Vitória de ouro e pedras preciosas que passou a ficar guardada na Catedral de Oviedo
A beleza de um cavalo branco. Podia ser Antar, o meu cavalo de sonhos