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As Caminhadas do Ventor

... por aí

As Caminhadas do Ventor

... por aí

No cabeçalho, a ponte romana de Cangas de Onis, sobre o rio Sella. Uma maravilha por onde caminharam romanos, árabes e tantos outros.


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Um lago de Covadonga que retrata as belezas dos Picos da Europa, nas Astúrias


O Ventor saiu das trevas para caminhar entre as estrelas.
Ele continua a sonhar, caminhando, que as estrelas ainda brilham no céu, que o nosso amigo Apolo ainda nos dá luz e que o nosso mundo continuará a ser belo se os homens tentarem ajudar...

Depois? Bem, depois ... vamos caminhando!

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Flores de Inverno

Este inverno tem sido bastante complicado.

Tivemos frio, água com fartura e ameaças de ver tudo a água levar e vemos, hoje mesmo, o seu fim.

Porém, tal como sempre, ele permitiu-me ver as suas flores.

 

Uma beleza amarela nos meus trilhos

Um recanto primaveril, ainda no Inverno

"Vê lá Ventor! Olha bem como eu deixo os meus encantos para a minha irmã. Tudo multicolorido e, ... até podes, com algumas delas, ajudar-me a fazer uma boa recepção à minha maninha. Como vês, sem Inverno não há Primavera, ou pelo menos, ninguém daria por ela. Eu sei que sou um velho carrancudo, mas sei reconhecer as belezas da vida e a minha irmã também me deve um pouco da beleza com que se vai apresentar. Até para o ano Ventor"!

 

Flor de amendoeira, uma oferta do Inverno à Primavera

  

Uma carpete para as caminhadas do Ventor

De facto é verdade. Este Inverno parte hoje e, ela, a sua maninha linda, a minha bela amiga a que chamamos Primavera, chega. Chega sempre florida! Ela já andou comigo e com o meu amigo Apolo, este ano, a brincar com as nossa flores. As nossas flores de Inverno. Ela, a Primavera, chora de alegria quando chega e chora de tristeza quando parte, mas pede sempre, ao nosso amigo Apolo, que dê uma mãozinha ao seu mano Inverno para que haja sempre flores à sua chegada.

Papoilas, flores de Inverno para animar o Ventor

Flores de malvas, sempre nos caminhos invernosos do Ventor

A Primavera, dá pulos, corre em zig-zagues, dança, abraça-me, sorri e sempre entre as flores. Ela até me recordou, com uma certa inveja, a vontade enorme com que o seu irmão Inverno preparou grandes carpetes floridas para caminharmos juntos sobre elas. Foi assim nos belos campos da Extremadura, onde, caminhamos sobre carpetes vermelhas e verde, colocadas entre oliveiras. Ela, linda como sempre, conseguiu fazer Apolo descer das alturas a rir-se das nossas brincadeiras, e os quatro, Apolo, Inverno, Primavera e o vosso amigo Ventor, prosseguimos a nossa caminhada ao som do Danúbio Azul, e com as oliveiras especadas a observarem como a beleza gira em torno do Equinócio de Março.

Uma micro-flor de Inverno, uma das companheiras do Ventor

Mais uma carpete para o Ventor dançar com a Primavera

Até para o ano Inverno. Bem vinda Primavera!

Obrigado a todos por me permitirem continuar a ir fazendo as minhas caminhadas a vosso lado. E, sempre, entre as flores!

 

 

Casa Velha.jpg

A casa velha, implantada na serra do Cercal, debruçada sobre o rio Mira

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