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Como sabem, o Ventor saiu das trevas para caminhar entre as estrelas.
Ele continua a sonhar, caminhando, que as estrelas ainda brilham no céu, que o nosso amigo Apolo ainda nos dá luz e que o nosso mundo continuará a ser belo se os homens tentarem ajudar..



Aqui, no Cantinho do Ventor, vamos sonhando ...


... juntamente com a Wikipédia



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Nestas janelas guardadas pela coruja das neves, a amiga do Ventor no Zoo de Lisboa, podemos espreitar as minhas fotos no Shutterfly ou, então, regressar à Grande Caminhada do Ventor



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Venham com o Pilantras, às músicas do Ventor

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05
Ago06

Montanhas Lindas - Senhora da Peneda

Luiz Franqueira - Ventor
A Senhora da Peneda
 
«Quando era pequeno, contavam-me uma história para miúdos que ia passando de boca em boca. Eis o resumo: A Senhora da Peneda tinha mais irmãs e todas elas (seriam seis ou sete), depois de tanto caminhar à procura de lugar aprazível, resolveram enviar a sua "Benguela" pelo ar e onde a "Benguela" caísse, seria onde cada uma delas ficaria. A Senhora da Peneda foi encontrar a sua "Benguela" junto aos rochedos da Meadinha onde acabou por ficar. As irmãs tiveram pena dela por ficar num local tão agreste e pediram-lhe para voltar a enviar a "Benguela", mas ela não quis. Disse que o local era lindo e ficaria ali muito bem. Já não me recordo os locais das outras irmãs, todos melhores locais que o dela, visto por outro prisma, mas sei que, de todos eles, este é maravilhoso». (À bengala, chamavam benguela)
 
 
Os rochedos da Meadinha
 
 Antes de passarmos por Castro Laboreiro, passamos ao “derredor” (era assim que dizíamos quando éramos pequenos) das minhas Montanhas Lindas. Aliás, mais para diante, irei escrever por aqui, vários textos com o título «Ao redor das minhas Montanhas lindas».
 
 
 
Montes junto à Branda das Aveleiras
 
Vi os contrafortes da Pedrada passando pelo S. Bento do Cando, brandas das Aveleiras e de Santo António, e muitos outros lugarejos, tendo sempre à minha esquerda a estrutura montanhosa da serra de Soajo. O Alto da Derrilheira, a Serrinha, o Fojo do Lobo, a Brusca, a Naia e a montanha por detrás da qual ficava escondido o outro braço do Fojo do Lobo. Mas vi a Pedrada, lá longe, pelos lados do Curral do Pai! Para os menos atentos, foi nos montes das Brandas das Aveleiras e de Santo António que o Pedro Alarcão e a esposa Anabela Moedas montaram arraiais para estudo da “Vida Secreta dos Lobos”, comentário que vi no Canal I e que me leva a deixar aqui uma homenagem bem merecida a esses dois e todos que os apoiaram.
 
 
 Mosteiro da Senhora da peneda
 
Mas o essencial disto tudo é que a Senhora da Peneda é uma obra que dá vida às minhas Montanhas Lindas.
Deixo aqui, algumas fotos da Senhora da Peneda que tirei em Julho passado, com a minha máquina velhinha. Para azar meu, utilizei a pior máquina que tinha disponível na altura, pois as outras duas já tinham os cartões cheios. Mas melhores tempos virão para mostrar a Senhora da Peneda como ela o merece.
 
 
Uma visão visto das escadas de acesso ao Mosteiro

 

 
Topo das escadarias por onde vinham os romeiros que vinham do lado de Arcos de valdevez, Soajo, Adrão e outros locais
 
Da próxima vez, espero mostrar-vos a escadaria da Senhora da Peneda pois não tirei mais fotos, por dois motivos: porque, devido a problemas na minha coluna, não tinha estofo para descer e voltar a subir aquelas escadarias todas e porque não me convinha arriscar também devido a uma forte trovoada que lançou cântaros de água sobre a Senhora da Peneda, deixando pairar a ameaça de chatear o Ventor em forma de pinto. Coisas de Santa Bárbara que não me deixou descarregar o cartão, em Amares, e me ameaçou na Senhora da Peneda se descesse a escadaria. Inimizades que se criam sem sabermos porquê! E eu que até sou amigo de todos!
 
 
A Senhora da peneda e o Hotel

Mais nada posso fazer que deixar a promessa de tentar, para a próxima, tirar fotos mais condignas com a beleza da Senhora da Peneda, local por onde passa um dos caminhos de Santiago.
 
 
Vale do rio da Peneda
 
Vê-se antes o Baloiral e a seguir a Peneda onde Nossa Senhora encostou junto às rochas da Meadinha. A cascata trazia pouca água, apenas desciam uns escorrichos de verão pela montanha abaixo.
Lá ao fundo, a Senhora da Peneda vista das montanhas do lado de Adrão, um local que se chama a Portela de Baixo. Pela montanha que separa Adrão da Peneda passavam dois caminhos por onde os romeiros podiam ir. Pela Portela de Cima, onde ficava um pequeno cruzeiro de pedra de granito. Ali eram deitados os foguetes que assinalavam os romeiros à vista da Senhora da Peneda. Por ali o caminho era sempre a subir, do lado de Adrão, e depois, em direcção a Tibo, sempre a descer. Pela Portela de Baixo dava-se uma volta maior e era o caminho adequado para aqueles que não gostavam de fazer grandes subidas e descidas. Era exactamente o caminho para os que traduziam bem o provérbio de “quem vai por atalhos, mete-se em trabalhos”.
 
 
 
O Chocalho de um boi da Peneda, em tempos
 
Esta última foto é da tasca, ao lado daquilo que eles chamam Hotel, onde bebi uma cerveja fresca. Esse chocalho era o chocalho que um determinado boi da Peneda usava para se ouvir bem longe porque as vacas eram todas dele e nunca se sabia por onde ele andava. A foto nem dá ideia do tamanho do chocalho!
 
 
Teófilo Carneiro

Mas mais do que eu possa dizer, diz-vos este poeta, Teófilo Carneiro, cuja foto tirei em Ponte de Lima. Creio que se pode ler, mas de qualquer modo eu escrevo o que está escrito nela. Ele refere-se, julgo eu, ao vale do Lima ou a todo o Minho, mas eu refiro-a aqui, especialmente, às minhas Montanhas Lindas.
 
Pintores de Portugal, ajoelhai!
Isto é um milagre, não é cor nem tinta!
Mas não pinteis, pintores! Orai, Rezai!
Uma beleza destas não se pinta!
 

Sagres, a beleza dos mares que enfeita o rio Tejo para alegrar o Ventor, nas suas caminhadas

25
Jul06

Montanhas Lindas - Castro Laboreiro

Luiz Franqueira - Ventor

Castro Laboreiro

Em mais uma das minhas caminhadas por Castro Laboreiro, quero deixar aqui a minha homenagem a estas gentes serranas e às suas belezas.

Pouco conheço de Castro Laboreiro a não ser tudo o que me contam, tudo o que leio e de uma ou outra passagem por lá no deambular dos tempos. Mas posso dizer-vos que toda a região de Castro Laboreiro é um monumento. Desta vez descobri outro monumento: “o borrego grelhado”! Mas, não vos vou falar do borrego grelhado nem do Restaurante Miradouro. Vou falar-vos de Castro Laboreiro no seu todo. Nos penhascos (que dizer dos seus penhascos?), das suas gentes e da minha grande desilusão!

 

 

Uma beleza na serra

 

 

 

 Belezas de muitas centenas de anos
 
Os seus penhascos são um monumento a toda a Natureza! Eu sei que, por entre os seus penhascos, enquanto caminhavam os séculos, caminharam também as suas gentes. Gentes de muitas raças que foram rodando por muitos dos cantos desta Europa. Hoje continuam a caminhar por Castro Laboreiro, as suas gentes e outras gentes deste mundo que chegam e partem em camionetas de turismo. E vale a pena o passeio! Os descendentes de Castro Laboreiro que, certamente, tal como os de Adrão, estarão espalhados por esse mundo, por outras terras com outros penhascos, também gostarão de voltar para ver a terra de seus pais e avós. Todos fomos levados na chama de um Dragão chamado Diáspora, mas vamos voltando sempre até ficar ou até partir para nunca mais.
 
 
 
 
Eu caminho cantando ao som dos seus ribeiros
 
Mas o que mais se nota por Castro Laboreiro, são os sinais dos tempos longínquos, como os moinhos da minha amiga Flora e as pontes dos nossos amigos romanos para atravessar em segurança para a outra margem. Eu vi algumas das suas pontes sobre riachos de pouca água, ou de tempo estival, que são autênticos monumentos nacionais. Deslumbrei-me com as águas límpidas caminhando e cantarolando de rocha em rocha, esquivando-se por entre os carriços, ao mesmo tempo que homenageavam os arcos romanos que sobre elas se escanchavam ao mesmo tempo que os penhascos de granito se inclinavam para espreitar os trabalhos das gentes que há milénios por ali caminham. Estou-me a lembrar do arqueólogo galego, Pablo Novoa e os seus estudos das imagens das pedras. Não nos esquecendo que, por ali, a erosão destrói tudo, porque não?
 
 
 
Aqui o betão protege o moinho
 
Outros monumentos que não posso deixar passar são os carvalhos esburacados e podres de velhos que duros e erectos ou retorcidos, lembrando corcundas, faziam uma vénia à passagem do vosso amigo Ventor. Creio mesmo que, à sua volta, os duendes dançavam e cantavam misturados com almas de gentes que à sua sombra se abrigavam em dias de calor como este que por lá passei. Eles são dignitários da companhia dos velhos druidas (ou congéneres) que certamente nasceram e morreram por estas terras antes de os romanos e outros chegarem e, tal como eu, muito olharam os seus nobres carvalhos, vibrando.
 
 
 
O calor era muito, mas só olhar os charquinhos já atenuava
 
Mas também tive a minha desilusão! Passar por Castro Laboreiro, correr todos os lugares ou quase todos espalhados por entre os seus penhascos e não encontrar nenhum dos seus belos cães, foi para mim uma desilusão. Conheço alguém que veio da América com a ideia de levar um cão de Castro Laboreiro e só de ouvir falar deles, pois não conhecia nenhum, ainda mais desiludido fiquei por lhe ter pedido para não levar nenhum cão porque eles eram dali, daqules belos montes e não quereriam nada estar fechados num quintal do tio Sam, pois prezavam a sua liberdade! Ela já não vai querer mais um cão de Castro Laboreiro e eu não voltarei mais a Castro Laboreiro com o fito de ver um só dos seus belos cães e sempre fiéis amigos. Nunca me esqueço da história que o meu pai me contava desse cão de Castro Laboreiro, chamado Jolim e que o meu Quico reconta na página: «Quando os Lobos Descem a Serra».
 
 
Como podem verificar são belezas de ontem e de sempre.

Sagres, a beleza dos mares que enfeita o rio Tejo para alegrar o Ventor, nas suas caminhadas

O Quico e o Ventor


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Luiz Franqueira e o Quico


O Ventor nos tempos das grandes caminhadas gélidas, a luta contra o frio, era a maior das prioridades



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A Virgem Maria caminha entre nós


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Um vitral na Catedral de Notre Dame



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A Sepultura Sagrada



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Um Monumento em Jericó


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