Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

caminhar com o Ventor

Pelos Trilhos da Memória

Pelos Trilhos da Memória

caminhar com o Ventor




Podem ver aqui todos os Links dos meus Blogs. É só abrir e espreitar


Como sabem, o Ventor saiu das trevas para caminhar entre as estrelas.
Ele continua a sonhar, caminhando, que as estrelas ainda brilham no céu, que o nosso amigo Apolo ainda nos dá luz e que o nosso mundo continuará a ser belo se os homens tentarem ajudar..



Aqui, no Cantinho do Ventor, vamos sonhando ...


... juntamente com a Wikipédia



Aqui, estão abertas todas as janelas do Cantinho do Ventor, vamos sonhando e espreitando por elas



Os Blogs do Quico

A Arrelia do Quico

Os Amigos do Quico

O Fotoblog do Quico

Ventor em África

O Ventor e o Passado

Quico

Blogs do Ventor

Adrão e o Ventor

Os Trilhos da Memória

Flores da Vida

Planeta Azul

Páginas Brancas

Rádio Ventor

Montanhas Lindas

Fotoblog do Ventor

Fotoblog de Flores

Blogs do Pilantras

Pilantras - o Ticas

Pilantras nos Trilhos do Ventor

Pilantras nos Trilhos do Quico

Fotoblog do Pilantras

Pilantras


Nestas janelas guardadas pela coruja das neves, a amiga do Ventor no Zoo de Lisboa, podemos espreitar as minhas fotos no Shutterfly ou, então, regressar à Grande Caminhada do Ventor



A Coruja das Neves
Ela abre-vos as janelas do Shutterfly


Sites de Fotos no Shutterfly


A G. Caminhada do Ventor

Adrão - a Natureza

Picos da Europa - a Natureza

Ventor e os Amigos do Quico

Caminhadas da Gi

Caminhadas de Sonhos


No Shutterfly podemos observar algumas das caminhadas fotográficas do Ventor. Se pedirem a coruja abre-vos as janelas.

Venham com o Pilantras, às músicas do Ventor

na sua Rádio Ventor

02
Jul07

Águia Real ...

Luiz Franqueira - Ventor

... a mais bela "penuda" das minhas Montanha Lindas!

 

Pois é amigos. É uma tristeza quando somos atingidos pela mais pura das verdades! Senão vejam:

Em Agosto de 2006, depois de ter conhecimento daquele terrível incêndio que fustigou por muitos anos, as Minhas Montanhas Lindas, senti um impulso enorme para ver, in loco, todos os estragos que ele causou. Reparei que foi muito pior do que aquilo que a informação fez correr. As zonas da serrania onde quase ninguém vai, estavam literalmente destruídas e não vale a pena voltar a repetir aqui, os estragos levados a cabo no aspecto ambiental.

 

Mas eu não andei só a verificar os estragos do incêndio, também andei a ver as maravilhas que os séculos permitiram que chegassem até nós, tal como, por ex: o Mosteiro de Ermelo! Um dia falarei aqui do Mosteiro de Ermelo. Hoje vou falar-vos, mais uma vez, duma das mais belas companheiras, penudas, das minhas caminhadas - a Águia Real!

 

Na minha visita ao Mosteriro de Ermelo, em 24 de Agosto de 2006, subi e rodei por trás do belo Monte Gião. Tinha visto que o rio Lima, em mais um troço da sua caminhada, fora engolido por mais uma barragem que creio ter o nome de Touvedo. Nesse troço, junto ao Mosteiro de Ermelo, corriam, noutros tempos, as águas irrequietas do Lima, cantarolando de penedo em penedo laudas às belezas que das encostas as olhavam,

 

Depois de apreciar aquela bela obra do mosteiro e de ver a base das margens do Lima, (onde a D. Teresa também apreciava os encantos da paisagem), afogadas nas águas da barragem, comecei a subir as fraldas da montanha que nos transporta a vista encosta acima, até ao pico mais alto das proximidades - o Monte Gião.

Quando fiquei à vista daquele monte "sagrado", topei, no seu horizonte, com a Águia Real.

 

 

Imagem, retirada da Wikipédia, representante da Águia Real

 

Sinto-me sempre deslumbrado com a impunência da águia real voando e tentando enxergar as encostas das montanhas. Já há muitos anos que não via, tão nitidamente, aquela bela amiga, deliciada a fazer acrobacias para mim!

Parei o carro, numa subida íngreme, para apanhar a máquina e tentar fotografá-la enquanto ela descia a encosta da montanha em minha direcção.

De repente, girou para a esquerda e dirigiu-se para o Mesio, enquanto eu,  insuflado de grande esperança, segurava a máquina convencido de que ela se arrependesse da direcção tomada e regressasse para um diálogo comigo. Mas nunca mais a vi!

 

Eu sei como seria esse diálogo, mas senti que ela teria vergonha de mim e sei que se a conversa se realizasse, seria mais ou menos assim:

 

 

Uma Águia Real, vivendo só, aprisionada no Zoo de Lisboa

 

«Perdi os anos, Ventor! Perdi os anos a esperar-te, mas tu poucas vezes apareceste para voltarmos a rever, juntos, as nossas Montanhas Lindas. Por isso, não quero voltar às conversas de outros tempos. Não esqueço que és humano e, como tal, pertences à pior das espécies que povoam o planeta zul e, que tudo faz, consciente ou inconscientemente, para destruir a nossa vida, a vida de todos os animais que sempre viveram nestes belos montes.

 

Vivo só, Ventor!

Já não tenho família. Todos os meus morreram! Apenas fiquei eu e o meu ninho, mas gora, nem ninho tenho. O fogo levou-o!

Fizeram com que grande parte do meu mundo fosse icenerado e nem o meu ninho ficou. Agora estou velha e, com a destruição provocada por este incêndio, nas minhas fontes de vida, já pouco durarei.

 

Eu poisava no meu ninho e ficava, por ali, horas a pensar na família que perdi. O meu companheiro deixou-me para sempre e os meus filhos morreram também, ou foram mortos por gente sem escrúpolos. Só, do meu ninho, espreitava o horizonte a ver se algum dos meus chegava. Mas nunca mais chegaram! Os anos passavam e eu verifiquei que fiquei só para sempre e, um dia destes, tombarei no chão das nossas montanhas, sem ter nenhum dos meus a chorar-me para me.

 

Passarei o resto da minha vida, só. Morrerei só, Ventor!

 

Se um dia voltares a pisar o horizonte das nossas belas montanhas, olharás em redor, verás cabeços e vales profundos e pensarás em qual desses locais eu terei tombado para sempre.

O meu corpo será consumido por bichos que, como eu, sobreviveram à catástrofe, mas talvez alguma das minhas belas penas chegue até ti levada pelo vento.

Então tu chorarás só, naquelas que deixarão de ser as minhas montanhas mas que, ainda por algum tempo, continuarão a ser as tuas, com a graça do Senhor da Esfera.

 

O nosso amigo Apolo afagará o teu rosto sacudido por uma brisa gelada que circulará em teu redor, enquanto tu continuarás a perscrutar o horizontes tentando ouvir as nossas belas canções trazidas pelo vento e procurando a tua amiga de sempre. A tua Águia Real»!

Sagres, a beleza dos mares que enfeita o rio Tejo para alegrar o Ventor, nas suas caminhadas

14
Abr06

A última Águia

Luiz Franqueira - Ventor

Hoje, chamaram-me para ouvir uma notícia triste na SIC.

Um estudioso da Águia Real por zonas das Minhas Montanhas Lindas, diz que apenas há uma Águia Real no Parque Nacional da Peneda Gerez.

 

Imagem de Águia Real retirada da Wikipédia

 

Eu sinto o meu corpo estremecer quando ouço o «Grito da Águia». Normalmente o Grito da Águia de Asa Redonda, ou da Águia de Boneli. Sinto que elas me chamam e me fazem queixa do nosso desnorte.

 

Antigamente, nos meus tempos de miúdo, eu ouvia nos vales e montanhas da serra de Soajo, os gritos das Águias Reais. De vez em quando, aparecia junto de mim, a voar ou pousada, o corpo majestoso da Águia Real. Normalmente aparecia sempre solitária, mas cheguei a ver o casal a fazer as suas danças nupciais. Cheguei a ver uma Águia Real apanhar um cordeiro diante da sua dona e larga-lo nas alturas, talvez por a pele do animal se ter rompido nas garras daquela beleza alada.

 

Ainda tinho esperança de, na minha próxima ida à Pedrada, encontrar alguma Águia Real a fazer-me companhia, mas a esperança é muito ténue. De qualquer modo, ouvi um senhor, na imagem, dizer que ela tinha voado para os lados do Ramiscal. Eu que atravessei o Ramiscal com 12 anos, sob giestas retorcidas na raiz, carvalhos e matagais sem fim, há muitos anos, não precisarei de o fazer hoje, para ver a Águia Real se ela por lá andar. Vou fazer pousar a grande Águia junto de mim, Miguel Dantas!

 

 

Certamente que preferias as rogosidades das rochas ou o galho de uma árvore, que estar cercada de arame em rede sobre boas madeiras aplainadas. Choro silenciosamente a tristeza da tua prisão.

 

Deixo aqui um obrigado a todos que trabalham, todos os dias, para fazerem abrir nucas de cabeças nhurras!

Espera por mim Águia linda, para podermos ver juntos, mais uma vez, as nossas Montanhas Lindas. A única homenagem que te posso prestar é escrever sempre o teu nome com letra grande.

Eu acredito nele, porque não tenho razões para não acreditar, antes pelo contrário! No processo desencadeado pelo progresso da chamada «modernidade», o homem desencadeou a sua própria extinção e de todos os animais seus companheiros de caminhada. As causas são muitas e deixo-as para os especialistas, mas não deixarei de considerar a minha espécie de «bicho execrável»!

 

Acredito que o Eng. Miguel Dantas, creio ser este o seu nome, que se dedica ao estudo da Águia Real, há vinte anos, segundo ouvi, verterá lágrimas pela sua «querida amiga», quando notar a falta dela nos céus, sobre a sua cabeça.

 

Todos que são honrados com as aparições dessa e de outras belas rapaces, sentirão saudades, um dia, de não mais acompanharam a sua beleza a cruzar os ares entre as montanhas ou ver o seu perfil pousado sobre as mais altas rochas em redor.

 

Sagres, a beleza dos mares que enfeita o rio Tejo para alegrar o Ventor, nas suas caminhadas

O Quico e o Ventor


luis.jpg

Luiz Franqueira e o Quico


O Ventor nos tempos das grandes caminhadas gélidas, a luta contra o frio, era a maior das prioridades



VergineTricherusa.jpg


A Virgem Maria caminha entre nós


800px-Notre_Damme_internal_windown_rose.jpg

Um vitral na Catedral de Notre Dame



Tombstone_Holy_Sepulchre_reliquary_Louvre_MR348.jp


A Sepultura Sagrada



1280px-Jerycho2.jpg


Um Monumento em Jericó


Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.