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caminhar com o Ventor

Pelos Trilhos da Memória

Pelos Trilhos da Memória

caminhar com o Ventor

Pangea

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Caminhem com o Ventor pelos Trilhos da Memória, nos trilhos da sua Grande Caminhada

Como sabem, o Ventor saiu das trevas para caminhar entre as estrelas.
Ele continua a sonhar, caminhando, que as estrelas ainda brilham no céu, que o nosso amigo Apolo ainda nos dá luz e que o nosso mundo continuará a ser belo se os homens tentarem ajudar..


Aqui, no Cantinho do Ventor, vamos sonhando ...

... juntamente com a Wikipédia

Aqui, estão abertas todas as janelas do Cantinho do Ventor, vamos sonhando e espreitando por elas

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Nestas janelas guardadas pela coruja das neves, a amiga do Ventor no Zoo de Lisboa, podemos espreitar as minhas fotos no Shutterfly ou, então, regressar à Grande Caminhada do Ventor

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na sua Rádio Ventor

09
Jul11

Corvos, amigos de volta

Ventor

Foi na 4ª feira passada!

 

Tal como no ano passado, no mês de Julho, precisamente a 11, dia de S. Bento, lá estavam os meus amigos que, mais uma vez, voltaram a construir uma vivenda, a sua vivenda especial, nos velhos pinheiros de Belém. Eles sabem que o Ventor, cada vez mais velho, gosta de todos os seus amigos e os corvos não serão excepção e sabe que eles, também gostam dele.

 

 

O papá Vicente veio aos pés do Ventor buscar o pão

 

Mas continuo a pensar que a vida é um corredor de fenómenos!

No domingo à noite andei aqui por esta janela e entre a meia-noite e a uma, fui-me deitar. Como o sono não chegava, comecei a lembrar-me que estava no mês de Julho e estaria perto da data dos meus amigo negros. Seria que os meus amigos do ano passado, depois de irem embora, pois nunca mais os vi, teriam voltado a Belém para visitarem a sua velha vivenda?

 

Lembrei-me deles e pensei como gostaria de mais uma vez voltar a caminhar com eles! No dia seguinte, fomos beber o café, no sítio do costume e depois, levaria por aqui perto, o meu malmequer, para tentar fazer uma pequena caminhada, para, assim, tentar cumprir, dentro das suas capacidades, a prescrição médica. Tentar andar o quanto possa. Vamos aqui, vamos ali ... aqui não porque não presta, ali não porque é longe mas, diz-me ela, pode ser Belém! O primeiro pensamento que tive foi este: "está feito! Nada me garante que não possa voltar a encontrar por lá os meus amigos do ano passado! Mais uma vez, S. Vicente e S. Bento quiseram fazer a vontade ao Ventor.

 

 

O filhote do Vicente não deixou de observar o Ventor

 

Mal cheguei, observei gente sem fim junto à bela Torre de Belém uma ex-líbris da nossa Lisboa. Afastados e desempenados, caminhavam no meio das ervas secas, torradas pelo sol, três "Vicentes"!

Deixei o malmequer e a mãe para trás, tirei a máquina e caminhei, devagar, ao seu encontro. Ao aproximar-me, só disse isto: "olá, Vicente, voltaste? Já tens família nova? Já ... «Oh, Ventor! Nunca mais te vi por cá. Depois de olhar todo aquele Maralhal e verifico que não andas por cá acabo sempre por me afastar». O corvo, o meu amigo Vicente, aproximou-se de mim e ficou a cerca de 2-3 metros. O seu filhote olhou-me e afastou-se, o seu "malmequer negro" também se aproximou e, por fim, o mais pequenote, acabou por se aproximar também e lá fiquei eu entre os três corvos, como se estivesse entre as galinhas, nos caminhos de Adrão, clicando em todas as direcções. Caminhamos em todos os sentidos, eles iam apanhando isto e aquilo e, por fim, coloquei-me junto de um pedaço de pão, bem perto para ver a reacção do Vicente. Ele olhou-me dirigiu-se para mim em passada bem estugada.

 

 

O Vicentinho continuou a fazer as suas observações

 

Levantou a cabeça, fixou-me nos olhos e eu disse: "podes levar Vicente, tem bom aspecto"! Ele lá deu mais umas três passada, pegou o pão no bico e sem fugir, levou-o, com toda a calma, para junto do filhote. Houve uma senhora que se aproximou de mim, tirou umas fotos mas, ao aperceber-se que o meu amigo fez menção de se afastar, decidiu ser ela a fazê-lo para nós os quatro  ficarmos, por ali, à vontade. Foi uma festa de cerca de meia hora ou mais! Por fim, um preto que tentava almoçar uns petiscos, tentou dar-lhe alguma coisa mas eles não se aproximaram. O pequenote levantou voo para um carvalho e o preto fez-me sinal a dizer-me onde estava. O pequenote não gostou da denúncia e foi para cima de um poste de electricidade. Os pais ainda ficaram por ali e, encantados com a nossa caminhada, foram apanhando tudo e comendo.

 

 

Chateado com o Ventor subiu para um pinheiro e depois o carvalho

 

Além de boas conversas que tive com a família Vicente, o meu amigo disse-me que o filhote não era bem humorado. "Ainda há dias nasceu, Ventor, e já é contestatário. Não acredita em nada que eu lhe digo. Já lhe falei em ti e contei-lhe a história da Arca de Noé, ... aquela história da pomba ir à procura da primeira terra que aparecesse sobre a água. Ele diz-me que tudo isso não passa de uma treta! Já lhe disse que o primeiro elemento que se ofereceu para ir à procura de terra foi um corvo, mas Noé, achava que a pomba tinha mais possibilidades de regressar e preferiu a pomba. Por isso, os nossos dois antepassados, que não foram capazes de fazer o que pretendiam, foram os primeiros a aplaudir o gesto voluntarioso da pomba. Aquele gajo, nem parece meu filho, Não acredita em nada. Tens de conversar com ele mais tempo, Ventor"!

 

 

A madame Vicente pede desculpa ao Ventor pelo filho irrequieto

 

E assim nos despedimos. Os Vicentes partiram e o meu amigo Vicente, bem robusto, disse-me que voltaremos a encontrar-nos porque, S. Bento, S. Vicente, o Senhor da Esfera, ele e o Ventor assim quererão.

 

Boa sorte amigo Vicente. Toma conta do teu filhote que, com sorte, ainda há-de caminhar, por aqui e, terá grandes conversas com o Ventor.

Sagres, a beleza dos mares que enfeita o rio Tejo para alegrar o Ventor, nas suas caminhadas

13
Jul10

Corvos, em Lisboa

Ventor

Lisboa, é uma cidade linda! É uma cidade, em cujo estandarte figuram dois corvos!

 

Vejam aqui os corvos

 

Diz a lenda que, quando, no tempo de Diocleciano (espero não estar engando, mas que importa!), imperador romano, S. Vicente foi morto, em Valência, Espanha; os romanos, por ele se ter recusado a obedecer às novas leis do Império, contra o Cristianismo, ordenaram a sua morte e que o seu corpo fosse lançado às feras.

 

 

Corvos alimentado os filhotes, em Lisboa

 

Porém, um corvo tomou conta do corpo de S. Vicente e as feras afastaram-se, não tocando no cadáver. Depois, o Corpo de S. Vicente, por portas e travessas, que eu não saberei explicar, lá chegou até nós e, no tempo dos árabes, estaria ali pela zona de Sagres. No tempo da reconquista, D. Afonso Henriques, resgatou o corpo de S. Vicente aos árabes e mandou-o trazer para Lisboa, onde o colocou numa capela fora das muralhas da cidade e que hoje é um Convento - O Convento de S. Vicente de Fora, assim chamado por estar situado fora das muralhas de Lisboa. Mas isto toda a gente saberá e até melhor do que eu.

 

 

Procurar é esperança de encontrar e alimentar os belíssimos curvídeos

 

Mas há coisas que nem todos sabem e que eu e mais alguém, ficamos a saber!

Lisboa, como disse no início é uma cidade linda e dois corvos fazem parte do seu estandarte. Mas eu nunca vi corvos em Lisboa! Apenas corvos marinhos . Ando por aqui há 49 anos e nunca vi um corvo. Normalmente, só vejo corvos quando viajo do lado sul do Tejo, por vários cantos deste país e pelas minhas Montanhas Lindas. Na 6ª feira à noite, o meu amigo Luís, telefonou-me de Paris a informar-me de várias coisas e, entre elas, da festa de S. Bento do Cando, lá pertinho da Senhora da Peneda.

 

 

Observar e tentar encontrar é o lema de todos os dias na luta pela sobrevivência de tdos os animais

 

No domingo fui beber um café e dar um passeio por Belém e, ao mesmo tempo que ia caminhando, comecei a lembrar-me da festa de S. Bento. Fui por ali abaixo até ao nosso triste "mural dos Combatentes" e virei por um local onde há um carvalho para ver se tinha bolotas. Ainda eram muito pequeninas e comecei a caminhar rumo à Vela Latina. De repente, ouvi o som de um corvo! Nem acreditava, mas tirei a máquina e caminhei com ela na mão, rumo ao local de onde o som viera e, quase sem acreditar, vi o velho passarão negro que nunca consigo fotografar como deve ser. Olhei-o, tirei-lhe uma foto e ele, como se não gostasse do velho paparazzi, esvoaçou para outro pinheiro e grasnou outra vez!

 

 

Encontrado, achado e levado para a tarefa do dia - alimentar

 

Para o pinheiro que ele voou, vindo não sei de onde, poisou outro corvo com algo no bico. Eu disse logo: "cá estão os descendentes dos corvos de S Vicente". Afinal, a partir dali, o Ventor nunca abandonaria Lisboa sem um dia ver por lá corvos!

Depois apareceu outro e outro e mais outro! Eram os papás babados a apresentarem os seus filhotes ao Ventor. Pai, mãe e três filhotes. Naquele momento, fiquei com a ideia de que S. Bento e S. Vicente, tinham decidido animar o Ventor com os corvos e, a partir dali, eu caminhei mais de uma hora com aqueles cinco amigos. Tirei fotos, umas atrás das outras e, logo por azar, os corvos negros só pousavam acalorados nas sombras das árvores, ou sobre elas. Como eles são todos negros, não têm uma pinta de cor que não seja o negro, as fotos não ficaram grande coisa mas, como não podia deixar de ser, deixo-vos, em cima, os meus novos amigos lisboetas que muito animaram a minha caminhada, este domingo.

 

 

Lutar pela sobrevivência da espécie é tarefa de todos e também dos corvos. Transportar para cumprir a tarefa

 

Cheirou-me que S. Bento e S. Vicente andavam por ali, no meio dos corvos, encantados com a minha estupefacção. Mas podem crer que, para mim, foi uma alegria ter aqueles novos amigos como companheiros daquela minha caminhada. Claro que eles irão procurar garantir a sua vida para melhores aposentos, mais consentâneos com o seu "estatuto" de corvos, mas ninguém me tira da cabeça que eles foram criados ali, naqueles belos pinheiros de Belém onde aprenderam a observar Lisboa e onde podem observar que seus antepassados fizeram e fazem parte dos "estatutos" desta bela cidade.

Sagres, a beleza dos mares que enfeita o rio Tejo para alegrar o Ventor, nas suas caminhadas

O Quico e o Ventor

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Luiz Franqueira e o Quico

O Ventor nos tempos das grandes caminhadas gélidas, a luta contra o frio, era a maior das prioridades

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A Virgem Maria caminha entre nós

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Um vitral na Catedral de Notre Dame

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