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Como sabem, o Ventor saiu das trevas para caminhar entre as estrelas.
Ele continua a sonhar, caminhando, que as estrelas ainda brilham no céu, que o nosso amigo Apolo ainda nos dá luz e que o nosso mundo continuará a ser belo se os homens tentarem ajudar..



Aqui, no Cantinho do Ventor, vamos sonhando ...


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Nestas janelas guardadas pela coruja das neves, a amiga do Ventor no Zoo de Lisboa, podemos espreitar as minhas fotos no Shutterfly ou, então, regressar à Grande Caminhada do Ventor



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17
Abr09

O Travesseiro ---

Luiz Franqueira - Ventor

...ou travesseiros, pela beleza de Sintra!

 

 

Um pombo bravo que quis dois dedos de conversa

 

 

Um coelho bravo mais um amigo do Ventor

 

 

Mais amigos do Ventor que quiseram dar-me as boas vindas

 

Mais uma vez vou ter de falar-vos dos travesseiros. E porque não das queijadas, dirão vocês! Não falo de queijadas porque são os travesseiros o meu programa para as festas. Comer dois travesseiros, beber um café e dar uma caminhada por Sintra ou seus arredores é um dos meus momentos favoritos, sempre que posso.

Ontem foi um desses dias.

 

 

A beleza das deladeiras, tem feito parte das minhas caminhadas

 

 

Eram recantos destes que, noutros tempos  as cobras ameaçavam o Ventor, Dedaleiras, fetos, ervas e o terrível vibrar sibilino de cobras gordinhas e parece que conheciam como eu me queria ver longe delas!

 

 

Mas as dedaleiras são mesmo um encanto!

 

Fomos a S. Pedro de Sintra, ao Café da "minha prima" Natália e como não podia deixar de ser, bebi o café e comi os dois travesseiros da praxe! Deixei a Dona do Quico e a avó do Tomás, ali, cavaqueando abrigadas do frio e parti para a voltinha que sempre gosto e depois desta terminada, lá fomos para observar se haviam por ali alguns dos animais que me vão animando nestas belas caminhadas sintrenses. Mas nada!

 

 

Em Adrão chamamos-lhe "estroques"

 

 

Os galegos chamam-lhe "stroks"

 

 

Soprando na flor e apertando o ar lá dentro, dá um "estrondo" tipo bomba de carnaval

 

Mas encontrei outros belos "rapazolas" para me acompanharem na apreciação das belezas daquele local. Ao encostar o carro num trilho de terra, reparei que um coelho, todo empinado e sustentado nas patas trazeiras nos ia observando como se nós fossemos uns marcianos acabadinhos de chegar. Tirei a máquina, preparei o "shot" mas, pareceu-me ouvir ele dizer: "na, na! Querias? Paparasis não"! E, em dois pulitos, entrou no silvado.

 

 

Não é por acaso que, de vez em quando, encontro por aqui aves de rapina. E melhor que eu, elas vêm bem os coelhos

 

Saí do carro, utilizando o meu passo de leopardo e fui-me chegando, sorrateiramente, tal como um caçador faria, mas não o vi. Olhei para a minha direita e vi um coelho, em grande velocidade, seguir a linha do horizonte e também não deu para dar gosto ao dedo. Ainda pensei que fosse o mesmo coelho mas parecia-me impossível. Encontrei dedaleiras e esqueci-me logo aqueles "anti-paparasis". Segui o trajecto das dedaleiras e fui disparando mas, quando dei por mim, andavam os coelhos todos entusiasmados num frenético vai e vem, por entre as dedaleiras, a observar-me e controlar-me!

 

 

Observar, calmamente, as flores da macieira liberta-nos do aprisionamento do stress

 

Podem acreditar que aqueles malandros estão bem organizados!

 

Então, tirei o som da máquina e, como quem não quer a coisa, dediquei-me às dedaleiras e, assim, entretinha-me com a beleza das dedaleiras e com a organização dos coelhos e entretinha-me, também, a disparas para ver se, apesar de ser longe, obtinha alguma foto de jeito. Mas, assim, quem fica sem jeito sou eu! Os coelhos iam caminhando por entre as dedaleiras e eu ia observando aquela rapaziada e disparando sempre.

 

Depois fui ver uma velha macieira que se enfeitou com as suas belas flores para me receber e, visto de mais longe, lá estava o primeiro coelho controlador que quase me fazia lembrar uma marmota observando tudo à sua volta. Depois voltei a ver mais coelhos entre as dedaleiras, uns observando-me e outros a fazerem a sua vida normal como quem não quer a coisa.

 

 

Imaginam como serão os campos de produçãp de lavanda em França? Uma beleza!

 

Por todos os motivos e mais alguns, Sintra continua a ser o meu campo de ligação ao passado. É por lá que vou observando os grandes arvoredos, os animais que, nos velhos tempos, animaram a minha alvorada. Por ali está tudo presente!

Vacas, cavalos, ovelhas, cabras, burros ... coelhos, perdizes, pombos bravos, pica-paus, ... os carvalhos, os sobreiros, as silvas com as suas amoras, o tojo, os fetos, as dedaleiras ... enfim!

 

 

Uma beleza branca, que me dá os bons dias, as boas tardes e as boas noites ...

 

 

... pois são bolbos lindos, branquinhos aqui ao pé da porta

 

Para além de tudo isso, Sintra, tem muitas belezas sem fim e tem, também, as queijadas e os travesseiros.

Nada mau para fugir à rotina citadina, ao betão, ao bulício ...

Assim, tento também dar algum ânimo à dona do meu Quico e a mim.

 

 

Também ao pé da porta, a flor da salsa

 

Sagres, a beleza dos mares que enfeita o rio Tejo para alegrar o Ventor, nas suas caminhadas

30
Abr07

Amigos que nunca esqueço

Luiz Franqueira - Ventor

Ontem deu-me para visitar amigos. Era para ir a Sintra beber o meu café e comer o meu travesseiro, mas não me apeteceu por já ser tarde.

Bebi o café na Amadora e, de repente, lembrei-me de uns amigos que tenho ali nos arredores de Sintra: burros, cavalos, ovelhas, cabras....os amigos do ventor. Mas desisti!

 

Depois desafiei a dona do Quico para irmos dar uma passeata junto de outros amigos e ver como cresciam as "minhas" dedaleiras. Depois de beber o café, rolava no IC19 com esse objectivo, mas, ao ver o calçado da dona do Quico, desisti dessa caminhada e mentalmente preparei outra. Voltei a lembrar-me dos amigos de Sintra! Quando ela deu pela fé, eu já estava rolando ao lado do traço contínuo da viragem e com outro destino. "Então, já mudaste de objectivo"? «Já! Vamos ver os burros»!

 

"Os burros"?!

 

Entretanto, tucou o télélé, ela deu a nossa posição e foi informada que não era boa ideia ir para Sintra tão tarde, porque decorria lá a festa das flores e não teríamos onde arrumar o carro! Mas eu já tinha bebido o café e não estava nada preocupado com a arrumação do carro, em Sintra. O meu objectivo não tinha nada a ver com cafés, nem travesseiros e menos ainda com a tal festa (mercado) das flores. Para mim a única festa das flores é aquela que eu e elas fazemos, em campo aberto!

 

Decorreu uma rodagem célere em pleno IC19, mas no fim, embasbacamos! A chamada "bicha" lá estava e eu aguentei a estucada, mas na devida altura, fiz o desvio!

 

Ao chegar notei, a falta dos meus amigos, burros e cavalos, e ... nada! Arrumei o carro num trilho, a dona do Quico ficou a ler e eu preparei a outra companheira de caminhadas e entrei por um dos dois trilhos a ver se via os meus amigos dos últimos tempos. No fim de um espaço encontrei ovelhas e cabras e disse cá para os meus botões que já não perdia tudo!

 

 

Esta pose, ao natural, era majestática!

 

 

Esta ovelha achou que me devia cumprimentar

 

 

Esta cabra, se calhar julgou que eu lhe iria roubar o leite, levantou-se e afastou-se

 

 

Estas ovelhas estão nas suas sete quintas. Já criamos uma amizade!

 

Depois de tirar umas fotos às cabras e às ovelhas, um pouco desanimado, tropecei nesta dedaleira.

 

 

 

Esta dedaleira deu mais vida ao meu dia e uma canseira á minha máquina

 

Aí tudo mudou! Fotografei, fiz a minha festa das flores, e segui! Olhei pela encosta abaixo à procura dos burros e cavalos e dei de caras com mais estas dedaleiras. Recomecei a fotografar! Chunfum, chunfum, chunfum ... A minha máquina engolia as dedaleiras todas. Eu nunca tinha visto tantas dedaleiras na minha vida!

 

 

Porque, a partir daqui, foi um nunca mais acabar

 

Regressei todo entusiasmado e quando a dona do Quico destrancou o carro, disse-lhe: fecha, e segui! Apontei para outro local e mostrei-lhe uma mancha vermelha. Ela olhou e não ligou! Mas eu segui o meu destino direito a mais aquelas dedaleiras que estavam à minha disposição. Olhei-as, fotografei-as, fiz-lhe festas, falei com elas, enfim .... estas estavam num local público, as anteriores estavam dentro de propriedade privada e só a minha máquina foi invasora, mas com o meu entusiasmo, estive quase a entrar com ela!

 

 

Fiz rebolar os meus olhos pelo vale abaixo e tropecei no que já conhecia

 

Depois, um homem e uma mulher encostaram o carro junto do meu e quando eu cheguei, ele perguntou-me porquê tanto entusiasmo a fotografar os "cucos"? «Cucos»? «Quem me dera»! Bem se fotografasse cucos enchia a Net de cucos, mas as dedaleiras já eram, para mim, entusiasmo que bastasse! Depois, na conversa, soube que a mulher chamava "estroques" às dedaleiras e que o homem, sintrense, lhes chamava "cucos"! No norte chamamos-lhe "estroques" e a esposa nortenha do sintrense, não lhe tinha perdido o nome que aprendeu naquele seu primeiro mundo.

 

 

Mas o melhor vinha aí. Dedaleiras sem fim!

 

 

Mais. Mais e mais!

 

Foi esta a festa das flores que eu fui encontrar nos campos de Sintra. Esta sim, a minha festa! Estive dezenas de anos sem ver uma dedaleira, quando reencontrei a primeira cerca de 40 anos depois, em 2004, fiz a festa á minha maneira e, hoje, as dedaleiras, voltaram a ser minhas companheiras de caminhada. Que beleza!

 

 

Elas são lindas!

 

Mas, depois, quando ia entrar no carro para vir embora, de soslaio, vi um cavalo. Mostrei-o à dona do Quico e segui no carro para lá. Encostei o carro e foi só fotografar. Tudo aquilo que me tinha levado a Sintra estava ali, mais a cereja sobre o bolo - aquele mundo imenso de dedaleiras!

 

 

Depois ... bem, depois, os outros amigos. Um cavalo ...

 

 

... mais cavalos

 

 

Mãe e filhota ou filhote

 

 

E os burros não podiam faltar! Eles de burros têm o nome mas são mais inteligentes que muitos dos nossos transportadores de canudos

 

Ali encontrei todos os meus amigos: ovelhas, cabras, cavalos, burros, e as minhas queridas dedaleiras desfraldadas, batendo palmas para mim, saudando-me!

Sagres, a beleza dos mares que enfeita o rio Tejo para alegrar o Ventor, nas suas caminhadas

O Quico e o Ventor


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Luiz Franqueira e o Quico


O Ventor nos tempos das grandes caminhadas gélidas, a luta contra o frio, era a maior das prioridades



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A Virgem Maria caminha entre nós


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Um vitral na Catedral de Notre Dame



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A Sepultura Sagrada



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Um Monumento em Jericó


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